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"Pequenina, mas grande" Catarina saiu de Espinho com bilhete para Governo

Depois de em 2019 ter sido ali comparada à princesa Diana, a Feira de Espinho voltou hoje a receber Catarina Martins de braços abertos, com o desejo expresso de a ver no Governo porque, mesmo "pequenina é uma grande mulher".

"Pequenina, mas grande" Catarina saiu de Espinho com bilhete para Governo
Notícias ao Minuto

14:47 - 20/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

É já um clássico de campanha para o Bloco de Esquerda. No arranque da última semana para qualquer eleição, à segunda-feira, a caravana bloquista estaciona na Feira de Espinho, distrito de Aveiro.

Catarina Martins tem sempre neste momento uma receção calorosa e hoje não foi diferente, tendo até regressado aos abraços que andavam perdidos e esquecidos devido à pandemia.

"Onde é que está a Catarina? Então você hoje vinha à feira e não vinha à minha beira. Aí que vergonha, minha santa", ouviu-se de uma banca, tendo a líder do BE dado a volta a muitas mesas com frutas e legumes para se chegar a esta vendedora com a língua mais solta.

Antes, uma outra vendedora, cara conhecida da feira e da caravana, gritava entusiasticamente "Catarina! Catarina! Catarina!".

Quando Catarina Martins se aproximou -- "é uma pequenina, mas é uma grande mulher", ia dizendo -- a vendedora avisou logo que queria dar-lhe um abraço porque, quando ouve a bloquista na televisão, fica "sempre feliz".

Uma vendedora ao lado lá vai contando que ainda no dia anterior a viu nas imagens da arruada improvisada em Santa Catarina, no coração portuense, e que "não precisou de segurança para andar no Porto", ao contrário do líder do Chega.

"Não, a Catarina não precisa de segurança, ela é pequenina, mas passa por debaixo. Precisa é de passar por cima, precisa de ir para o nosso Governo para mudar isto. Nós precisamos de uma Catarina no Governo, é pequenina, mas é uma grande mulher", atirou prontamente a primeira vendedora, apesar de as eleições do próximo domingo serem autárquicas.

E Catarina, "a menina", lá seguiu pela movimentada feira, com uma lista de pedidos e queixas tão variada como os produtos que estão à venda naquele espaço: dos lesados do BES, à petição para abrir as urgências de Espinho que, mesmo aprovada, não sai do papel, passando pelas "pensões que não chegam ao fim do mês" ou até à falta de médico de família.

No final, aos jornalistas, a coordenadora do BE disse que "as pessoas compreendem que o Bloco de Esquerda tem sido a força que luta pelas condições de vida concretas".

Sobre a atualidade, Catarina Martins quis falar sobre os números "que dizem que oito em cada 10 novos empregos são precários".

"Ora isso, como sabem, é uma prioridade do Bloco de Esquerda e queremos combater com alterações da legislação laboral, mas também há responsabilidades das autarquias porque as autarquias são empregadoras de precários e dão mau exemplo ao país", defendeu.

A líder do BE aproveitou o tema para um apelo ao voto no partido no domingo.

"Nestas eleições autárquicas, defender quem trabalha também nas autarquias, acabar com a precariedade, dar o bom exemplo que o emprego seja com direitos é também um dos temas que para o BE é fundamental. É para isso que nós batemos e é para isso que apelamos ao voto no dia 26", pediu.

Leia Também: Catarina Martins acusa Costa de "exercício de cinismo" sobre a Galp

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