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"Há um grande nervosismo no PS" sobre o futuro de António Costa

Francisco Louçã considera que "as incertezas - alimentadas pelo próprio tabu de Costa - vão tornando tudo muito mais contaminado na vida política" nacional.

"Há um grande nervosismo no PS" sobre o futuro de António Costa

Francisco Louçã considerou, esta sexta-feira, no seu espaço habitual de comentário na SIC Notícias, que o Governo se encontra numa situação "difícil de cansaço, de desgaste, falta de rumo estratégico e clareza", a que se junta a incerteza quanto ao futuro do primeiro-ministro (que pode passar por um cargo europeu). 

"Há um grande nervosismo no PS. Costa continua? Costa não continua? Costa é substituído, Costa substitui-se a si próprio. Há ou não remodelação?", comenta o ex-dirigente e fundador do Bloco de Esquerda. 

"Estas incertezas, alimentadas pelo próprio tabu de Costa, vão tornando tudo muito mais contaminado na vida política", observa o comentador. Todavia, Louçã pensa que esta conjetura, provavelmente, não vai ter influência na discussão do próximo Orçamento do Estado, uma vez que o Governo "conseguirá o apoio do PCP e do PAN, pelo menos". 

Louçã comentou ainda duas situações que considera serem reveladoras de um "tique autoritário" que tem marcado a vida do atual Governo. O primeiro caso envolve a ministra da Coesão Territorial que, no Parlamento, quando questionada acerca do incumprimento da decisão parlamentar de redução do preço das SCUT em 50%, disse que estaria a pensar se devia ou não levar a norma (em vigor desde 1 de janeiro) ao Tribunal Constitucional. 

"Há nisto uma vontade política que merece atenção. O Governo já tinha, e conseguiu, levado ao TC a normas [dos apoios sociais] que o Presidente da República promulgou de alterações com implicações orçamentais (...) Uma doutrina que o TC apoia, que eu acho errada, é que sendo o Governo a decidir a retificação ao OE, só o Governo pode fazer propostas. Mas nunca tinha sido dito que o mesmo se aplicava ao Orçamento normal", elaborou o bloquista, manifestando preocupação com a afirmação da governante socialista. 

"Se uma ministra pode anunciar que uma norma aprovada no Parlamento no Orçamento, transformada em lei, pode ser questionada no TC, significa que o Parlamento deixa de ter autonomia. Há um tique autoritário que se tem repetido e que é um problema e marca a vida deste Governo", critica. 

Outro dos exemplos apontados por Louçã envolve Fernando Medina. "Que um presidente da Câmara indique os principais vereadores do Urbanismo, das Finanças, acho isso normal. Que indique como distribui o conjunto das tarefas sugere que só admite que possa vir a ter maioria absoluta. E nenhuma sondagem o diz", apontou o economista, considerando esta postura um "erro" que o PS já cometeu muitas vezes, que vai voltar a cometer na cidade de Lisboa e que "pode enfraquecer a posição de Medina". 

"Mais uma vez há aqui um tique de autoridade política, de vertigem politica. É incompreensível", atirou. 

Leia Também: "Queremos Lisboa bela e justa. Que as pessoas tenham uma palavra a dizer"

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