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Louçã sobre a partilha de dados. "Não foi um engano, era uma regra"

Antigo coordenador do Bloco de Esquerda critica a ação da Câmara de Lisboa, mas demarca-se dos pedidos de demissão de Fernando Medina, remetendo para as autárquicas em setembro.

Louçã sobre a partilha de dados. "Não foi um engano, era uma regra"

Francisco Louçã criticou, esta sexta-feira, a partilha de dados pessoais de ativistas russos por parte da Câmara de Lisboa, mas reconheceu, no habitual espaço de comentário na antena da SIC Notícias, que há um aproveitamento político do tema sob o ponto de vista eleitoral.

"Há, nesta vontade de usar este tema para o amplificar do ponto de vista eleitoral, uma estratégia, sobretudo do PSD, tanto porque tem uma concorrência à Direita (Iniciativa Liberal e Chega), tanto porque [Carlos] Moedas quer desfazer a imagem de um homem convivial e dialogante", afirmou, defendendo que esta é uma estratégia do candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.

"Eu creio que o PSD está fascinado pela ideia de que uma espiral de violência argumentativa, como há em Madrid, pode polarizar", afirmou Louçã. "Se isso resulta em Portugal? Ainda vamos ver (...). Mas eu não creio que seja tão benéfico como Carlos Moedas pensa."

Sobre o caso da partilha de dados em si, o antigo coordenador do Bloco de Esquerda considerou "uma alhada monumental" e enumerou três aspetos sobre o assunto que ainda não estão esclarecidos.

Um deles é o facto de a autarquia ter tido notícia desta transmissão à embaixada da Rússia em Lisboa em abril e ter alterado esse procedimento sem que houvesse investigação: "Porque é que há uma alteração de procedimentos - que reconhece que há um erro - sem que haja qualquer investigação?", questionou o comentador.

O segundo aspeto que Francisco Louçã aponta é que se percebe que "havia um procedimento reiterado de transmissão de alguma informação". "Não foi um engano, era uma regra", atirou.

O ex-líder do Bloco de Esquerda contestou ainda a justificação dada esta sexta-feira pelo secretário-geral adjunto do PS, quando reagiu à polémica, dizendo que a situação "também resulta de uma lei de 1974, totalmente desatualizada".

Para Louçã, "não há nada na lei de 1974 que incite as autoridades, sejam elas quais forem, a comunicarem às autoridades estrangeiras, muito menos dados ilegais".

O comentador reconhece que a Câmara fica numa situação muito difícil, e a presidência da Câmara, naturalmente", mas considera que os pedidos de demissão de Fernando Medina "são uma brincadeira", uma vez que há eleições já em setembro.

"Não se pode brincar com os eleitores desse ponto de vista. A responsabilidade, a haver - e há - será discutida em setembro", afirmou.

Leia Também: Ativistas russos. Medina 'debaixo de fogo' por "erro lamentável na CML"

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