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Moedas apresenta coligação. "Medina tem agenda ao serviço do Governo"

Carlos Moedas apresentou a coligação 'Novos Tempos' no Jardim da Estrela, em Lisboa. Iniciativa contou com a presença dos cinco líderes dos partidos que a compõem - PSD, CDS-PP, PPM, MPT e Aliança. 

Moedas apresenta coligação. "Medina tem agenda ao serviço do Governo"

O candidato social-democrata à presidência da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, apresentou hoje a coligação Novos Tempos que junta PSD, CDS-PP, PPM, MPT e Aliança. O engenheiro começou por sublinhar que se trata "de um dia importante para Lisboa" e para aqueles que acreditam que "a cidade pode ser diferente". 

"Hoje é o culminar de um trabalho conjunto de todos, das equipas dos partidos", disse, deixando um agradecimento a estes, assim como aos "descontentes" que foram ter consigo e que "escolheram" estar ao lado do candidato. "Acreditamos que Novos Tempos define aquilo que sonhamos para Lisboa: uma Lisboa da diversidade. Lisboa é nossa, de todos, não é apenas de alguns". 

"Estamos aqui a por a primeira pedra desta grande mudança para uma Lisboa que tem de ser uma Lisboa dos que cá vivem e aberta a todos. Cosmopolita mas que acredita na sua História", frisou Moedas. "Queremos ir buscar os empreendedores, mas não nos podemos esquecer dos mais frágeis".

"As pessoas não querem mais desta coligação, estão cansadas desta coligação, são 14 anos sempre do mesmo", sublinhou o candidato, apontando que a atual Câmara tem uma ideologia de "quem não está com eles está contra eles"

Destacando o que falta, na sua opinião, à cidade, Carlos Moedas ressalvou três pontos essenciais: "visão, participação e execução". "Venham fazer política comigo, vamos fazer algo diferente", apelou, dizendo, em seguida, que "as promessas não valem nada na boca de Fernando Medina".

"Fernando Medina não tem uma visão para a cidade. Tem uma visão para parecer bem aos seus amigos, para agradar sobretudo ao Governo. É essa a agenda de Fernando Medina, uma agenda ao serviço do Governo. A nossa visão é clara: queremos um cidade do futuro", declarou ainda o candidato.

Com o objetivo de ouvir os cidadãos, Carlos Moedas realçou que se propõe a "fazer algo de muito diferente". "Algo com risco, mas com coração e paixão como sempre tive. Quero criar uma assembleia de cidadãos para Lisboa, uma assembleia que seja diferente, que não vai substituir o que temos, mas que vai complementar, com pessoas diferentes", explicou.

Anteriormente, Rui Rio, líder do PSD, afirmou que "tem dito de forma clara que aquilo que é a responsabilidade dos partidos" que é "apresentar em cada município da melhor personalidade que dispõem. "Não podemos exigir aos candidatos que ganhem", mas o "primeiro passo é oferecer ao lisboetas, se quiser, um excelente presidente de Câmara". 

Carlos Moedas é, nas palavras de Rio, uma "conjugação de competência, coragem e seriedade", os 'ingredientes' para um bom presidente de uma cidade. "O nosso candidato à Câmara de Lisboa é credível e tem toda a condição de ganhar esta eleição", asseverou ainda o social-democrata, acrescentando que se fosse eleito presidente da Câmara de Lisboa "não saberia por onde começar". "Lisboa está muito longe da qualidade de vida que aqui é possível". 

"Não vai ser uma tarefa fácil, a de ganhar Lisboa. Mas quanto mais difícil, mais saborosa é a vitória no dia em que ela acontece", terminou Rui Rio.

Já Francisco Rodrigues dos Santos destacou que "é com muito entusiasmo" que participou na iniciativa e na coligação, começando por Lisboa um "projeto alternativo ao socialismo". "Quero corresponder ao sentimento de mudança que vamos sentindo por parte dos lisboetas e dos portugueses", considerou ainda o líder do CDS.

Trata-se, no entender do centrista, de "um projeto alternativo ao socialismo" que tem "deixado Lisboa para trás" nestes 14 anos à frente da autarquia. Carlos Moedas numa candidatura à capital é "uma escolha muito feliz".

A iniciativa, marcada para as 11h00, no Jardim da Estrela, e contou com a presença e intervenção dos cinco líderes dos partidos que compõem a coligação.

No início de março, numa primeira apresentação da candidatura, o cabeça de lista da coligação Novos Tempos, Carlos Moedas, afirmou ter como objetivo congregar as forças "não socialistas, moderadas e progressistas" da cidade e derrotar o PS, na autarquia há 14 anos.

Na corrida à presidência da autarquia lisboeta, atualmente presidida por Fernando Medina (PS), estão, além de Carlos Moedas, João Ferreira (CDU), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), Tiago Matos Gomes (Volt) e Nuno Graciano (Chega).

O executivo da Câmara de Lisboa é composto por oito eleitos pelo PS (no qual se incluem os Cidadãos por Lisboa), um do BE (que tem um acordo de governação do concelho com os socialistas), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois do PCP. 

[Notícia atualizada às 12h14]

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