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Silêncio no PS sobre Sócrates? "Estratégia habitual. Deixa passar a onda"

Para Ana Gomes, "a onda não vai passar assim tão depressa porque há julgamentos que vão correr". A política tem de fazer o "julgamento ético e moral" que a "credibiliza".

Silêncio no PS sobre Sócrates? "Estratégia habitual. Deixa passar a onda"

A Operação Marquês foi um dos temas em cima da mesa no habitual comentário aos domingos de Ana Gomes na SIC Notícias. Questionada acerca do que revela o 'silêncio ensurdecedor' do líder do PS, António Costa, em relação ao Caso Sócrates, no âmbito da Operação Marquês, a ex-dirigente socialista referiu que "pode corresponder a uma estratégia - a habitual 'deixa passar a onda' -, só que acho que a onda não vai passar assim tão depressa porque há julgamentos que vão correr"

A embaixadora recordou que já é conhecido o coletivo de juízes que vai julgar Ricardo Salgado e Armando Vara e considerou que,  "estranhamente, não se sabe ainda quem serão os juízes responsáveis pelo julgamento de Sócrates".

"Isso não vai desaparecer e o que está em causa não é, obviamente, a política substituir-se à justiça, é a política fazer o julgamento ético, moral, que importa e que credibiliza a política", apontou Ana Gomes, acrescentando que este "silêncio ensurdecedor que alguns querem impor no PS - e que felizmente não está a ser respeitado por muita gente - é pesado. É pesado para o PS e, sobretudo, é pesado para a política". 

"Sou das pessoas que quer credibilizar a política. E isso implica que os partidos tenham de assumir que se deixaram levar, que cometeram erros, que se deixaram instrumentalizar neste caso por um primeiro-ministro que tinha todo um comportamento, independentemente do que a justiça vier a decidir, que é completamente contrário à ética e à exemplaridade que se exige na política", disse ainda. 

A ex-candidata presidencial reiterou, assim, que não se revê na forma como Ana Catarina Mendes tem tratado o caso, considerando que à política o que é da política, sem a 'misturar' com a justiça. "É muito importante o que agora se vai fazer, tendo em conta a comoção geral na opinião pública portuguesa", advogou. 

De lembrar que Fernando Medina foi o socialista que 'quebrou o silêncio' quanto a José Sócrates, após ter sido conhecida a decisão instrutória proferida pelo juiz Ivo Rosa. O dirigente socialista e presidente da Câmara de Lisboa considerou que os crimes de que o ex-primeiro-ministro foi acusado, enquanto exercia funções, provocam um "profundo sentimento de desconfiança na sociedade portuguesa e de descrença na relação entre eleitores e eleitos".

No seu espaço de comentário habitual na TVI, o autarca deixou severas críticas ao comportamento de Sócrates e acusou o antigo primeiro-ministro socialista de ser responsável por uma descrença dos portugueses no sistema político e de corroer o "funcionamento da democracia"

Quanto a Ana Catarina Mendes, saiu em defesa do partido quando José Sócrates acusou, em entrevista, a direção do PS de ter sido "mandante" das declarações de Fernando Medina. A líder parlamentar disse ser uma "tremenda injustiça o ataque feito por José Sócrates à direção do partido e ao próprio António Costa, considerando-o como um traidor"
 
"O PS nunca apagou a história do seu partido, felizmente. Sabe que José Sócrates deu a primeira e a única maioria absoluta ao PS, foi secretário-geral, foi primeiro-ministro e, desde o início do processo, quase há sete anos, sempre disse que deixaria o processo correr na justiça", defendeu, no espaço de comentário Circulatura do Quadrado, na TVI. 

Já Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada socialista, foi contestado por outros dirigentes do seu Grupo Parlamentar, após ter defendido que o PS deveria fazer uma reflexão e uma autocrítica sobre a ação de José Sócrates. O antigo líder da JS, lamentou a incapacidade que o PS teve de detetar factos em matéria da conduta pessoal do antigo primeiro-ministro entre 2005 e 2011. 

Recorde-se ainda que José Sócrates, inicialmente acusado de 31 ilícitos na Operação Marquês, vai a julgamento por três crimes de branqueamento de capitais e três de falsificação de documentos, os mesmos pelos quais Carlos Santos Silva está pronunciado.

Dos 28 arguidos do processo, foram pronunciados apenas cinco, tendo sido ilibados, entre outros, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca.

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