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Emergência? "Dizer que se vai precisar até meados de maio" é "excessivo"

Pela Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo assinalou, no final do encontro com o Presidente da República, que o partido considera que o país não precisa do estado de exceção.

Emergência? "Dizer que se vai precisar até meados de maio" é "excessivo"
Notícias ao Minuto

16:25 - 23/03/21 por Notícias ao Minuto

Política Iniciativa Liberal

Após a reunião desta manhã com os peritos, no Infarmed, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa está a ouvir, hoje e amanhã, por videoconferência, os partidos com assento parlamentar. Pela Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo assinalou, no final do encontro com o Presidente da República, que o partido se mantém contra permanência da vigência deste estado de exceção.

"Dizer com um mês de antecedência que se vai precisar de fazer isso até meados de maio parece-nos excessivo e parece-nos um sinal dado que os sacrifícios e os esforços que as pessoas estão a fazer acabam por não ter um reflexo prático, porque as suas vidas continuam neste limbo que não é agradável para ninguém", assinalou o líder da Iniciativa Liberal. 

Mais, o deputado liberal afirmou que as "medidas de combate à pandemia que agora podem ser aliviadas e que, desde o princípio funcionaram efetivamente", prosseguiu, "nem todas precisam do Estado de Emergência"

"Finalmente, talvez estejamos, ao 14º Estado de Emergência, numa altura de limpar os decretos presidenciais de poderes absolutamente abusivos e excessivos que nunca foram utilizados pelo Governo e não se espera que venham a ser necessários agora", apontou.

Concretamente, o deputado disse estar a referir-se às "requisições de meios, de recursos, de estabelecimentos para qualquer fim e a qualquer altura", "controlos de preços", "limitações de comissões de entregas ao domicílio" ou a "cessação de contratos de trabalho com o Serviço Nacional de Saúde".

"Logo que seja possível acabarmos com o que devia ser um estado de exceção e se está a transformar a regra... recordo nos últimos 12 meses em Portugal vamos estar a viver mais de seis em Estado de Emergência. Isto não é normal em nenhum regime democrático e não é saudável", considerou também.

De lembrar que na reunião do Infarmed desta terça-feira, que reuniu políticos e especialistas, destacou-se a tendência de descida da incidência cumulativa a 14 dias de novos casos de Covid-19 e previu-se que o Rt chegue a 1 nas próximas semanas.

Fique com o principal do que foi dito no Infarmed

[Notícia atualizada às 16h31]

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