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"Crise tem impacto agravado na vida das mulheres. São as mais precárias"

Catarina Martins alerta que "qualquer crise tem consequências mais severas para quem já está em situação de maior vulnerabilidade", como é o caso das mulheres.

"Crise tem impacto agravado na vida das mulheres. São as mais precárias"
Notícias ao Minuto

17:19 - 05/03/21 por Filipa Matias Pereira

Política Crise

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda (BE) reúne-se sábado, por videoconferência, para debater as prioridades da resposta à crise. Antecipando o tema, Catarina Martins defende, esta sexta-feira, que "a crise económica e social que estamos a viver tem um impacto agravado na vida das mulheres, porque são as mais precárias".

"Qualquer crise tem consequências mais severas para quem já está em situação de maior vulnerabilidade e mais sofre a desigualdade", começou por referir a líder partidária, numa publicação na rede social Twitter.

E as mulheres, acredita, são as mais afetadas por este cenário de crise. Aliás, "em 21 países da União Europeia, as mulheres foram quem mais perdeu emprego e Portugal está em quinto nesta lista", pode ler-se.

Catarina Martins cita ainda um estudo, de acordo com o qual, "mesmo quando não é calculada a perda de um vínculo contratual mas sim a perda de horas de trabalho, em 21 dos 27 países são as mulheres as mais afetadas. Neste parâmetro Portugal passa a surgir em segundo lugar, logo a seguir a Malta".

E "não é muito difícil perceber porquê: em Portugal, 90% do trabalho doméstico e de cuidados é executado por mulheres".

Em cenário de confinamento, motivado pelo agudizar da crise pandémica, "com escolas e centros de dia fechados, com o exercício impossível de manter teletrabalho e acompanhar o estudo dos filhos ou cuidar de crianças pequenas, manter atividade laboral e carreira por inteiro é uma miragem".

Em fevereiro, a parlamentar reuniu com mais de uma centena de desempregados, na quase totalidade desempregadas. Eram "sobretudo mulheres em famílias monoparentais. Relataram-me o desespero do fim do subsídio de desemprego enquanto viam as poucas oportunidades de emprego negadas. Ouviram vezes sem conta que não se contratam mulheres com filhos, por se saber que a qualquer momento as escolas fechariam".

Por isso, a bloquista defende que uma "resposta justa à crise exige o reconhecimento da desigualdade e os instrumentos para a superar. A precariedade como regra no trabalho e a fragilidade dos apoios a quem fica sem trabalho, penaliza sobretudo mulheres. Que até hoje não haja apoio a quem cuida de quem ficou sem centro de dia é só um dos muitos exemplos de que a decisão política tem género".

Outro dos temas em discussão na reunião de sábado será a preparação da XII Convenção Nacional do BE, agendada para 22 e 23 de maio, reunião magna que chegou a estar marcada para 2020, mas foi adiada devido à pandemia.

Leia Também: Resposta à crise em debate na Mesa Nacional do BE de sábado

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