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Presidenciais: Pinto Luz pede "mais" ao PSD e a Rui Rio

O social-democrata Miguel Pinto Luz pediu hoje "mais" ao PSD e ao líder, Rui Rio, nomeadamente na apresentação de propostas concretas para combater a pandemia, alertando que "discussões ideológicas" sobre o resultado das presidenciais "não salvam vidas".

Presidenciais: Pinto Luz pede "mais" ao PSD e a Rui Rio
Notícias ao Minuto

19:09 - 27/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Numa nota enviada à agência Lusa, o ex-candidato à liderança do PSD defendeu que nas presidenciais do passado domingo os eleitores votaram no reeleito Marcelo Rebelo de Sousa e não em partidos.

"O que se pode tirar destas eleições para o futuro? Nada ou muito pouco. A relação que Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu criar com o eleitorado é unipessoal e insubstituível. Não devendo ser extrapolada para outras eleições. E é inigualável", referiu.

Quanto ao PSD, Miguel Pinto Luz elogiou a postura de Rui Rio no início da pandemia, quando se colocou "ao lado dos portugueses, mesmo que para isso tenha de apoiar o governo", aguentando "firme", mas agora pede "mais".

"Nesta fase pede-se mais ao PSD e a Rui Rio. Pede-se que mais do que apoiar o governo, que apoie o país e os Portugueses. Não podemos esperar pela decadência deste Governo. O PSD tem de apresentar propostas que resolvam os problemas imediatos e futuros. Para já", sublinhou o dirigente.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais continuou, dizendo que neste momento "as televisões estão cheias de debates sobre a crise da direita, a crise da esquerda, a crise do centro" mas que não há tempo para isso, advogando que "a única crise" que importa é a da pandemia.

"Discussões ideológicas são extremamente interessantes e importantes, mas não salvam vidas e não matam a fome. Sobretudo, neste momento", vincou.

Para Pinto Luz, "há uma responsabilidade política de António Costa com graves implicações económicas e sociais" e "reconhecendo isso, esta é mais a altura de atenuar a angústia social e económica que milhões de portugueses atravessam do que entrarmos numa discussão estéril que nos afasta da sociedade".

"Nesta fase, responsabilizar António Costa a ministra da saúde, a DGS ou quem quer que seja, não vai resolver o problema de ninguém", defendeu.

Marcelo Rebelo de Sousa, com o apoio do PSD e CDS, foi reeleito Presidente da República nas eleições de domingo, com 60,70% dos votos, segundo os resultados provisórios apurados em todas as 3.092 freguesias e quando faltava apurar três consulados.

A socialista Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada, com 12,97%, seguindo-se André Ventura, do Chega, com 11,90%, João Ferreira (PCP e Verdes) com 4,32%, Marisa Matias (Bloco de Esquerda) com 3,95%, Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal) com 3,22% e Vitorino Silva (Reagir, Incluir e Reciclar - RIR) com 2,94%.

A abstenção foi de 60,5%, a percentagem mais elevada de sempre em eleições para o Presidente da República.

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