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"Nas próximas semanas ocorrerá um stress bastante significativo" na saúde

Presidente da República já concluiu a ronda de reuniões com os partidos sobre a renovação do Estado de Emergência. PS admitiu a possibilidade de as atividades letivas serem retomadas à distância depois de terminar a pausa de 15 dias por causa do agravamento da pandemia no país.

"Nas próximas semanas ocorrerá um stress bastante significativo" na saúde

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, garantiu esta quarta-feira, após reunir com o Presidente da República sobre a renovação do Estado de Emergência, que todos os recursos estão a ser mobilizados (públicos, privados e sociais e humanos) no combate à pandemia.

Todavia, alertou, se por um lado é possível aumentar os recursos de natureza infraestrutural e material de combate à pandemia, "os recursos humanos têm limitações".

Sobre a vacinação contra a Covid-19, o socialista frisou que esta "está a decorrer no quadro das prioridades que foram estabelecidas".

Quanto às escolas, que se encontram atualmente encerradas, o socialista informou que a previsão é "recuperar o ensino o mais rápido possível", sendo o mais provável que aconteça à distância.

"Bem sabemos a importância da recuperação da escola tendo em vista garantir níveis de inclusão e de sucesso educativo que são essenciais ao futuro das novas gerações. Mas a retoma, a ocorrer tão breve quanto possível, ocorrerá, em princípio em termos de ensino à distância", revelou, dando conta que o assunto ainda se encontra em fase de avaliação.

De acordo com José Luís Carneiro, o Presidente da República transmitiu ao PS que "pretende dar enquadramento jurídico e constitucional ao decreto de Estado de Emergência, permitindo que o Governo, se assim o entender, possa avançar para o ensino não presencial com recurso às novas tecnologias".

O dirigente socialista destacou na sua intervenção que "a expetativa e a previsão dos dados mostram que as próximas duas a três semanas serão semanas em que ocorrerá um stress bastante significativo em todo os sistemas de saúde", público, privado e social.

"Temos aqui um período essencial de confinamento para garantir que dentro de duas a três semanas avaliarmos se estamos ou não a conseguir achatar este pico de crescimento", defendeu José Luís Carneiro, fundamentando a concordância do PS na renovação do Estado de Emergência.

Por um lado, de modo a incorporar medidas incluídas já anteriormente, por outro lado, "dar mais solidez ao Governo para que adote as medidas necessárias e indispensáveis para garantir o controlo da pandemia".

José Luís Carneiro apelou aos portugueses para que cumpram "escrupulosamente" o confinamento individual e que evitem "a todo o custo" os contactos porque o momento é "especialmente grave", quer na procura de cuidados hospitalares, quer no recurso aos cuidados intensivos quer no número de mortos.

Reconhecendo que a situação é particularmente exigente e que o "stress" se está a fazer sentir de uma forma "mais abrupta" na região de Lisboa e Vale do Tejo, José Luís Carneiro sinalizou que "há ainda capacidade, alguma folga e margem na região Norte e Centro".

"É provável que as novas variantes - a inglesa e a do brasil - justifiquem esta onda pandémica que agora ocorrerá de Ocidente para Leste da Europa, sendo previsível que países que estão com incidência menor (do Centro e do Leste) possam vir a conhecer um recrudescimento nas próximas semanas", previu, acrescentando que estes dados conduziram a que se tivesse decidido fechar a fronteira aérea com o Reino Unido e com o Brasil.

O Presidente da República reuniu com todos os partidos políticos com representação parlamentar, por videoconferência, acerca da renovação do Estado de Emergência.

Leia Também: PSD a favor de Emergência. "Daremos ao Governo instrumentos necessários"

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