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PSD a favor de Emergência. "Daremos ao Governo instrumentos necessários"

Marcelo Rebelo de Sousa encontra-se a ouvir hoje os partidos com assento parlamentar, a propósito da renovação do Estado de Emergência.

PSD a favor de Emergência. "Daremos ao Governo instrumentos necessários"

Após ter estado reunido por videoconferência com o Presidente da República, Rui Rio, presidente do PSD, informou, esta tarde, que o partido irá voltar a votar a favor da renovação do Estado de Emergência, na discussão e votação que decorrerá esta quinta-feira no Parlamento.

"Amanhã daremos ao Governo os instrumentos necessários para o combate à pandemia", garantiu o dirigente, em declarações aos jornalistas a partir da sede do partido, em Lisboa.

Rui Rio referiu também que o novo decreto presidencial irá, "e muito bem", prever "que haja ensino à distância".

"Não vale a pena continuar a fingir que apenas se empurrou o ano letivo 15 dias para a frente, as escolas tem de permanecer fechadas mais tempo. Não faz sentido nenhum [a atividade letiva ficar suspensa], se há escolas que estão preparadas, designadamente as privadas e públicas que o estejam também, prejudicando assim essas escolas que trataram daquilo que lhes competia ou de um Ministério que não tendo tratado disso teve apenas a sorte de algumas escolas públicas o terem feito", atirou o presidente social-democrata, reiterando que esta questão do ensino à distância é uma matéria "fundamental" neste próximo diploma.

Rui Rio adiantou também que deixou uma sugestão a Marcelo Rebelo de Sousa, "ainda que óbvia", para responder à falta de profissionais de saúde.

"Deviam ser acionados mecanismos para pedir a colaboração dos médicos e enfermeiros reformados. Ou seja, o mercado só tem 100% de médicos e enfermeiros, por isso temos de ir para além do mercado", afirmou, esclarecendo que fala de "jovens reformados", isto é de pessoas entre os 60 e 70 anos, que estejam "em condições de ajudar o país".

O dirigente partidário disse-se também "preocupado" com notícias de que dão conta de que o stock que existe de vacinas destinadas à segunda dose terá sido reduzido. "Se for verdade, sinceramente, preocupa-me as falhas de entrega das empresas privadas de vacinas. Assim, corremos o risco de deitar fora muitas primeiras doses se depois faltarem as segundas", alertou.

Por fim, Rui Rio referiu que "é claro" que o plano de vacinação "não está a correr bem, com a disciplina e com a organização que deveria", e deixou uma proposta ao Governo:

"Aquilo que proponho publicamente é que nos dados estatísticos que o Governo vai dando sobre óbitos e novo número de infetados e pessoas já recuperadas [boletim epidemiológico diário da DGS] passe a dar também o número de portugueses já vacinados", sugeriu o líder do partido 'laranja'.

Ainda sobre esta proposta, suspeitando que o Executivo "não terá um controlo completo sobre o numero de pessoas vacinadas", o presidente do PSD argumentou que as vacinas são "um bem muito escasso" e que, por isso, "tem de haver um controlo muito rigoroso para que não haja aproveitamentos indevidos e para que todos possamos ter uma fotografia de como está aquilo é a principal arma que temos contra a Covid-19".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, continua hoje a ouvir os partidos políticos com assento parlamentar, por videoconferência, sobre a renovação do Estado de Emergência.

O atual período de Estado de Emergência para permitir medidas de contenção da Covid-19 termina às 23h59 do próximo sábado, 30 de janeiro, e foi aprovado no parlamento com votos favoráveis de PS, PSD, CDS-PP e PAN, uma maioria alargada face às votações anteriores.

Leia Também: Bloco defende Estado de Emergência "só sobre o que é preciso"

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