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Ana Gomes defende que "segunda volta é de facto possível"

A candidata presidencial Ana Gomes defendeu hoje que "a segunda volta é, de facto, possível", apelando à união da esquerda depois de domingo, mas também aos que, no centro e direita, percebem que "a democracia está sob ataque".

Ana Gomes defende que "segunda volta é de facto possível"
Notícias ao Minuto

19:36 - 22/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Na última sessão online que promoveu diariamente ao final da tarde nas redes sociais - substituindo os tradicionais comícios devido à pandemia -, a militante do PS e antiga eurodeputada voltou a criticar Marcelo Rebelo de Sousa, sem o mencionar, por desvalorizar o que chama de "ultradireita", numa referência ao candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura.

"A segunda volta é, de facto, possível e aí, mais do que nunca, todos teremos a responsabilidade histórica de congregar, de unir, desde logo todos aqueles à esquerda que sabem a importância da democracia para a liberdade e para o cumprimento deste país", afirmou.

No entanto, Ana Gomes alargou este apelo a todos os que, "no campo democrático ao centro e à direita, percebem que a democracia está sob ataque".

"Quem negar isso e sustentar que estamos apenas perante mais uma corrente de opinião, que se vai combater pelas ideias e desvalorizar o impacto de semear o ódio, a discriminação, a insegurança entre cidadãos, no fundo, está a fazer o jogo dessa ultradireita", considerou.

Apesar dos constrangimentos impostos pela pandemia de covid-19, a candidata manifestou-se confiante que "no dia 24 os portugueses vão votar".

"É com essa confiança que vamos chegar a dia 24 e vamos então começar a preparar o futuro, um futuro melhor e mais justo", afirmou.

A candidata aproveitou esta última sessão das iniciativas "Portugal é consigo, Portugal é connosco" para resumir algumas das bandeiras da sua campanha, como a defesa da regionalização, que considera ter sido "boicotada" pelo atual Presidente da República e recandidato.

Marcelo Rebelo de Sousa, a quem se referiu como "o candidato da direita", foi também criticado pela sua visão sobre o Serviço Nacional de Saúde e acusado de não ter dado "voz" suficiente aos jovens e às mulheres no seu primeiro mandato.

Na sua intervenção, Ana Gomes referiu-se ainda ao recém-empossado presidente norte-americano Joe Biden, realçando que apontou entre as prioridades da sua administração algumas das suas 'lutas' de sempre, como o combate à corrupção, aos paraísos ficais e às cleptocracias.

"Deu-me muito conforto, alguns apresentavam-me em Portugal como uma maluquinha de Arroios", ironizou.

A candidata terá ainda hoje, último dia de campanha, uma conversa online marcada para as 21:00 com estudantes organizada pela Associação de Estudantes de Direito e Relações Internacionais da Universidade Portucalense.

Concorrem às eleições presidenciais de domingo sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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