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CDS-PP acusa Governo de "reciclar estratégia de grandes obras"

A deputada do CDS-PP Cecília Meireles acusou hoje o Governo de "reciclar uma estratégia de grandes obras" públicas com o Orçamento do Estado para 2021, que classificou como um documento "trapalhão, incoerente e de vistas curtas".

CDS-PP acusa Governo de "reciclar estratégia de grandes obras"
Notícias ao Minuto

17:44 - 28/10/20 por Lusa

Política OE2021

"Quando o país precisava de responsabilidade, de coerência e de visão, a geringonça, ou o que dela ainda resta, ofereceu um Orçamento trapalhão, incoerente e de vistas curtas", declarou a deputada do CDS-PP, numa intervenção na parte final do debate do Orçamento do Estado para 2021 na generalidade, na Assembleia da República.

Segundo Cecília Meireles, "o Orçamento fica-se, na prática, pela distribuição de subsídios e por sinais absolutamente contraditórios e erráticos entre as necessidades de incentivar a economia e de conter a pandemia".

"A única estratégia real de investimento que se descortina no meio de tudo isto é muito simples, mas nada nova, senhor primeiro-ministro: gastar dinheiro em obras públicas. Mais nada", acrescentou a deputada do CDS-PP, dirigindo-se para António Costa.

"O que se está a preparar é exatamente isto: reciclar uma estratégia de grandes obras que dificilmente resistirão ao teste do tempo", reforçou.

Cecília Meireles justificou também o voto contra do seu partido em relação à proposta do Governo com a política no setor da saúde de resposta à covid-19, defendendo que deveria haver um maior recurso aos privados.

A deputada do CDS-PP considerou que no atual contexto de pandemia este é "um Orçamento de enorme insensibilidade social", referindo que "em julho, havia já quase menos um milhão de consultas - contando presenciais e não presenciais - e menos 99.000 cirurgias".

"A alternativa aqui é muito clara: deixar os doentes à espera, ou aproveitar a capacidade para os tratar que já existe nos setores solidário e privado. A escolha da geringonça é também ela, infelizmente, clara: deixam, sim, os doentes à espera, e em troca preservam os seus preconceitos. As consequências são de vida e são de morte para quem precisa. Não conheço maior insensibilidade social e até humanitária do que esta", afirmou.

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