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Aliança, "aquém das expectativas", considera positiva derrota do PS

O Aliança manifestou hoje ter ficado aquém das expectativas nos resultados das eleições legislativas regionais dos Açores, mas salientou que, mais do que a derrota do partido, o saldo positivo foi o PS ter perdido a maioria absoluta.

Aliança, "aquém das expectativas", considera positiva derrota do PS
Notícias ao Minuto

06:58 - 26/10/20 por Lusa

Política Açores

"Foi um resultado muito aquém das expectativas", disse em declarações à Lusa João Pacheco, vice-presidente do Aliança e mandatário da lista, reconhecendo ter falhado nos círculos a que concorreu, nomeadamente São Miguel, Terceira e de compensação.

João Pacheco reconheceu que o partido não conseguiu passar a sua mensagem, avançando que irá agora, em comissão política regional, "avaliar as razões" pelas quais a mensagem não passou.

"O que sai de positivo é o PS ter perdido a maioria absoluta, os açorianos terem uma visão de futuro diferente. A hegemonia socialista acabou e conseguimos dar um novo rumo à região", salientou.

O responsável lembrou ainda que a abstenção "também diminui", apesar de ter sido pouco, mas recordou que os açorianos viram agora mais forças políticas "com vontade e força no parlamento".

"Mais importante do que a nossa derrota é a vitória da democracia e do povo açoriano, mais importante que o resultado do Aliança é o resultado de todos os partidos. E dá-nos um novo 'elã' para o futuro dos açorianos não depender única e exclusivamente de um partido. É uma vitoria extraordinária do povo açoriano e congratulamo-nos mais do que a nossa derrota saber que os açores têm futuro e que não estão presos a um só partido", salientou.

O Aliança/Açores decidiu encerrar em 20 de outubro a campanha eleitoral de rua, devido à pandemia de covid-19, mantendo apenas a presença "nas plataformas digitais" e nos debates marcados.

No dia em que anunciou o fim da campanha na rua, o líder do Aliança nos Açores, Paulo Silva, fez um balanço "extremamente positivo" da campanha do partido para as eleições regionais manifestando-se confiante na eleição de dois deputados.

"Foi um balanço extremamente positivo. Foram 94 dias antes de entrarmos propriamente na campanha eleitoral, percorremos as nove ilhas dos Açores pelo mar, identificámos situações problemáticas e que transmitimos à Autoridade Regional de Saúde, bem como aos Portos dos Açores", declarou o candidato.

As legislativas dos Açores decorreram com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estavam inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS perdeu no domingo a maioria absoluta nas eleições, só tendo conseguido eleger 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

O PS governava a região desde 1996, mas apenas nas eleições realizadas em 2000 obteve maioria absoluta, renovada nos escrutínios de 2004, 2008, 2012 e ainda em 2016, ano em que obteve 30 mandatos.

No total, são 10 os círculos eleitorais - um por cada ilha açoriana mais o círculo de compensação.

Seis das forças concorreram por todos os círculos: PS, PSD, CDS, BE, CDU e PPM, todas as que já têm assento no atual parlamento regional.

Os partidos Chega, Aliança e Iniciativa Liberal estrearam-se este ano nas eleições açorianas.

A única coligação que foi a votos, além da CDU, foi no Corvo, onde CDS e PPM apresentam uma candidatura conjunta.

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