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Açores: Livre gostaria que PS fizesse uma geringonça à esquerda

O porta-voz do Livre nos Açores, José Azevedo, considerou hoje ter sido positivo o Partido Socialista (PS) perder a maioria absoluta nas eleições regionais e revelou que gostaria que fosse criada uma geringonça à esquerda.

Açores: Livre gostaria que PS fizesse uma geringonça à esquerda
Notícias ao Minuto

06:51 - 26/10/20 por Lusa

Política Açores

"Nós gostaríamos que o PS fizesse um pacto à esquerda [...], que tivéssemos aqui [Açores] uma repetição da geringonça. Mas vamos ver o que o PS fará. Um partido socialista digno desse nome faria uma aliança à esquerda", salientou o candidato pelos círculos eleitorais de São Miguel e de compensação, em declarações à agência Lusa.

De acordo com José Azevedo, o facto de o PS ter perdido a maioria absoluta é bom, porque enriquece a democracia, mas a elevada taxa de abstenção e a eleição do partido Chega para o parlamento regional "são dois pontos negativos".

"Nós vemos estes dois factos negativos como estando relacionados, tanto a abstenção como esta vaga da extrema-direita que corre o planeta inteiro e a Europa e que chega agora aos Açores, o que mostra que os Açores não estão isolados", realçou.

Apontando para uma Assembleia Regional mais diversa, o dirigente do Livre explicou que 54,58% de abstenção e a eleição de dois deputados do Chega se deveram "à austeridade e à desagregação social".

"Durante a campanha dissemos que nós precisamos de alterar o sistema [...] em que o Estado e a democracia são esvaziados em favor da competição e do lucro. Temos uma economia baseada na competição e no lucro. Esta vaga de desemprego está a fazer as pessoas desesperadas e as pessoas desesperadas comportam-se de forma irracional e procuram respostas naqueles movimentos e naquelas ideias mais populistas", disse.

Ao início da noite, o Livre analisou os resultados eleitorais, tendo verificado "uma tendência de subida" na expressão eleitoral do partido.

"Mesmo não tendo conseguido ganhar uma voz no parlamento regional, registamos com muito agrado que mais açorianos se revejam na nossa mensagem", escreveu o partido.

O Livre concorreu a três círculos nas legislativas regionais -- além de José Azevedo, apresentou o programador informático Nuno Rolo na ilha Terceira.

O PS perdeu a maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, só tendo conseguido eleger 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

Para alcançar a maioria absoluta o PS teria que ter pelo menos 29 dos 57 deputados do parlamento açoriano.

O PSD conseguiu eleger 21 deputados, o CDS-PP 3, o Chega 2, o Bloco de Esquerda 2, o Partido Popular Monárquico 2 (um deles com apoio do CDS-PP) e a Iniciativa Liberal 1.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidataram aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Apesar de governar a região desde 1996, o PS apenas nas eleições realizadas em 2000 obteve maioria absoluta, renovada nos escrutínios de 2004, 2008, 2012 e 2016.

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