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João Ferreira quer cidadãos na recuperação do Pinhal de Leiria

O candidato à Presidência da República João Ferreira defendeu hoje, na Marinha Grande, mecanismos de acompanhamento das ações de recuperação do Pinhal de Leiria, devastado há três anos pelo fogo.

João Ferreira quer cidadãos na recuperação do Pinhal de Leiria
Notícias ao Minuto

13:24 - 17/10/20 por Lusa

Política Presidenciais

Segundo o candidato apoiado pelo PCP, "devem ser criados mecanismos de acompanhamento e monitorização no terreno", envolvendo as populações e os autarcas da zona afetada pelo grande incêndio de 15 de outubro de 2017, bem como as organizações empenhadas no processo.

"Temos de olhar para o futuro, perspetivando a recuperação desta mata nacional de gestão pública", afirmou, durante uma visita ao também denominado Pinhal do Rei, com uma área superior a 11 mil hectares e que se estende por território do litoral nas freguesias da Marinha Grande e da Vieira, naquele município do distrito de Leiria.

Junto ao posto de vigia do Ponto Novo, construído pelos antigos Serviços Florestais, em 1937, João Ferreira, que estava acompanhado de Isabel Freitas e Ângelo Alves, presidente da Junta de Freguesia da Marinha Grande (CDU) e coordenador regional do PCP de Leiria, respetivamente, conversou com autarcas, militantes e ativistas da causa da recuperação do Pinhal de Leiria.

Na sua opinião, o problema deste património florestal "não é uma tragédia de apenas um dia de má memória", quando foi consumido pelas chamas, em 15 de outubro de 2017.

"Esta tragédia é indissociável do abandono, que começou antes e prolongou-se" para além daquela data, disse João Ferreira, ao alertar que "a falta de ordenamento tem reflexos a muitos níveis" e que a omissão do Estado e as intervenções erradas, neste como noutros casos, abrem também caminho à erosão do solo e ao avanço das espécies invasoras.

O candidato à Presidência da República frisou que "a tragédia continua com o acentuado abandono" e na falta de "um controlo atempado das espécies infestantes" e de limpeza das linhas de água, por exemplo.

"Impõe-se interromper este caminho", preconizou, enquanto lamentava "o enfraquecimento das estruturas do Estado com responsabilidades nesta área", desde logo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), já que "continua à vista a escassez de meios humanos" e a falta de investimento.

A recuperação do Pinhal de Leiria "é uma incumbência do Estado que não tem sido assumida como tal", sublinhou.

João Ferreira disse que o Presidente da República, por ter jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, "tem de trazer a público" este e outros problemas do ambiente e da defesa do património florestal público.

Para o candidato, "o Presidente da República tem de ser consequente" nestes assuntos e "tem um poder muito importante, que é pedir a fiscalização da constitucionalidade por omissão de cumprimento" da Constituição.

O programa da visita de João Ferreira à Marinha Grande incluiu a participação numa sessão pública, no auditório do Edifício da Resinagem, subordinada ao tema "Defender os recursos naturais e as florestas nacionais".

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