Meteorologia

  • 28 OUTUBRO 2020
Tempo
14º
MIN 14º MÁX 20º

Edição

Obrigatoriedade da app StayAway Covid "não é exequível, é grotesco"

Francisco Louçã defende que o Governo deveria "pôr uma pedra" sobre o assunto que tem gerado polémica.

Obrigatoriedade da app StayAway Covid "não é exequível, é grotesco"
Notícias ao Minuto

22:52 - 16/10/20 por Filipa Matias Pereira 

Política StayAway Covid

A obrigatoriedade de utilização da app StayAway Covid, proposta pelo Governo esta semana, foi severamente 'atacada' e não apenas dentro das 'quatro linhas' do Parlamento. Da política à saúde, várias foram as figuras que deram 'cartão vermelho' à iniciativa do Executivo. Francisco Louçã apelida a estratégia de "grotesca".

No seu habitual espaço de comentário na antena da SIC Notícias, o comentador começou por avaliar a utilidade da aplicação até à data, constatando que "poucas das pessoas contaminadas [com o SARS-CoV-2] acabam por se registar, não tanto por negligência, mas porque não têm o número o um telemóvel competente".

Até agora, acrescentou, "de milhão e meio [de pessoas] que tem a app instalada, havendo milhares de infetados, houve menos de 200 casos de alerta. Até agora [a StayAway Covid] não funcionou para prevenir e é duvidoso que funcione".

Já quanto à obrigatoriedade da sua utilização, Francisco Louçã defende que "não é exequível, é grotesco. É um disparate sem nenhum sentido e que tem graves consequências, sendo a mais importante o facto de abalar a confiança na capacidade de decisão das autoridades".

A atuação do Governo neste âmbito é classificada pelo político como "disparatada", recordando que o primeiro-ministro passou, desde que foram anunciadas as novas medidas, "a usar em todas as frases 'bom senso' e 'razoabilidade'". E Louçã percebe que António Costa o faça "porque isto provou que não houve bom senso, é uma medida inaplicável, estúpida".

Marcelo Rebelo de Sousa já se mostrou disponível para enviar a lei que regule a matéria - se for aprovada no Parlamento - para análise do Tribunal Constitucional. "[O Presidente] nunca levou uma lei a fiscalização preventiva [da constitucionalidade]. O recado é muito forte", sublinhou Louçã.

Mas há mais. No entendimento do comentador, a situação "acentua a desconfiança de uma parte da população que está incómoda e que sente as dificuldades desta situação e pode passar a haver, como tem acontecido noutros países, uma divisão política. Há efeitos terríveis, todos disparatados, e era melhor o Governo pôr uma pedra sobre isto".

No que à utilização de máscaras no exterior diz respeito, Francisco Louçã considera a medida "razoável. Mesmo que não seja determinante, se proteger alguns casos, já é significativo".

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório