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Orçamento do Estado "tem de ser capaz de atacar os problemas estruturais"

Bloco de Esquerda foi o segundo partido a ser recebido pelo Governo. Sobre o Novo Banco, o partido avisa: "Não vamos em truques contabilísticos".

Orçamento do Estado "tem de ser capaz de atacar os problemas estruturais"

"Este Orçamento do Estado, respondendo a uma difícil situação do país, tem de ser capaz de atacar os problemas estruturais, alguns que já existiam até antes desta crise". Esta foi a posição revelada por Pedro Filipe Soares após a reunião do Bloco de Esquerda com o Governo, onde João Leão apresentou as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2021. 

"Todos tínhamos percebido que as fragilidades das relações laborais eram uma antecâmara para o despedimento e esta crise assim demonstrou. Todos tínhamos percebido que os apoios sociais não chegavam a toda a gente, esta crise assim o demonstrou. Todos tínhamos percebido que os serviços públicos precisavam de investimento e o BE há muito tempo que alertava para os problemas do SNS", apontou.

"Todos tínhamos percebido que há um sistema financeiro que nunca está cansado de sugar os recursos do país e, mais uma vez, esta situação está a demosntrar", acrescentou.

Estes exemplos revelam, prosseguiu o deputado, "a necessidade de mudarmos estruturalmente a resposta que o país tem dado em cada um deles", sendo essas "as prioridades que o país vê como urgências e são aquelas que o BE coloca em cima da mesa". "O bom ponto, do nosso ponto de vista, é a resposta à vida das pessoas, à pandemia, à situação económica e social"

Questionado sobre o Novo Banco, Pedro Filipe Soares avançou que o Bloco já avançou ao Governo que "não vamos em truques contabilísticos". "Não há mudança face àquilo que foi dito anteriormente, quer pelo Governo, quer por nós, e esperemos que nos próximos dias possa haver algumas alterações para podermos defender o país". 

Já sobre o défice, o BE afirmou que "devemos perceber que estamos numa situação extraordinária e, exatamente por isso, uma pressão que existia em torno desse valor não existem neste momento", disse o deputado, defendendo que "se queremos uma recuperação rápida, devemos dar prioridade ao investimento que ajuda a essa recuperação"

Por fim, sobre o cenário macroeconómico apresentado pelo Governo, Pedro Filipe Soares frisou que "estamos num processo negocial" e esta reunião "não altera nada do que já tínhamos dito nos últimos dias. Teremos reuniões nos próximos dias e esperemos que, essas sim, tenham uma alteração qualitativa na resposta que o Governo tem dado".

De recordar que as reuniões onde o Governo apresentará as linhas gerais do OE2021, que se realizam ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, terão lugar na Assembleia da República, a partir das 09h30, e abrangerão os partidos com representação parlamentar (à exceção do PS, que sustenta o Governo), bem como as duas deputadas não inscritas.

O primeiro partido a ser recebido foi o PSD, seguindo-se, durante a manhã, BE, PCPCDS-PP, PAN e Verdes. À tarde, as reuniões serão retomadas às 14h30 com o Chega, seguindo-se a Iniciativa Liberal, a deputada Joacine Katar Moreira (ex-Livre) e a deputada Cristina Rodrigues (ex-PAN).

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