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Presidenciais. Quem escolhe é o PS, não é nenhum membro do Governo

O ministro das Infraestruturas afirmou hoje que quem decide quem o PS apoia nas eleições presidenciais são os órgãos do partido, não é nenhum membro do Governo, e defendeu que não se deve confundir extremismo com coragem.

Presidenciais. Quem escolhe é o PS, não é nenhum membro do Governo

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas em Sines, distrito de Setúbal, depois de confrontado pelos jornalistas com declarações proferidas na véspera pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em entrevista à TVI, durante a qual elogiou o mandato do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e considerou que Ana Gomes não é um boa candidata presidencial para ser apoiada pelo PS.

Pedro Nuno Santos começou por responder que o seu sentido de voto será comunicado no momento em que o seu partido se reunir para discutir as presidenciais, "porque é aí que se vai decidir" - uma alusão à reunião da Comissão Nacional do PS marcada para dia 24 de outubro, ocasião em que os socialistas definirão o seu posicionamento face às eleições para a Presidência da República de 2021.

Perante os jornalistas, sem nunca tocar em nomes e situando as suas palavras em termos de perfil, Pedro Nuno Santos advertiu que não se deve "confundir extremismo com coragem", porque "extremismo é uma coisa", mas "coragem de dizer as coisas como elas são, de as afrontar, é outra completamente diferente".

Pedro Nuno Santos disse também gostar "de gente, homens ou mulheres, com coragem e que nunca se enganem ao lado de quem têm que estar, do povo, dos trabalhadores, das famílias, e ter sempre a coragem para enfrentar aqueles que, em cima, foram mais ou menos fazendo o que sempre quiseram do nosso país".

"Devemos premiar a coragem", frisou o ministro das Infraestruturas e ex-líder da Federação de Aveiro do PS, advertindo em seguida, com um conjunto de recados para o interior do seu partido, que "as pessoas não servem para o PS para fazer umas coisas de vez em quando, serem eurodeputadas, serem candidatas à câmara municipal ou membros do Secretariado Nacional e, depois, de um momento para o outro, passarem a ser vilipendiadas porque não lhes dá jeito".

Ainda na resposta à mesma pergunta sobre as posições preconizadas por Augusto Santos Silva em matéria de eleições presidenciais, o antigo líder da JS e ex-secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares fez ainda questão de salientar que "quem decide quem o PS apoia são os órgãos do partido".

"Não é o Governo, não é nenhum membro do Governo, é mesmo o PS que decide quem é que apoia ou deixa de apoiar", acentuou.

Mas Pedro Nuno Santos foi ainda mais longe: "Não se apoiar o Presidente da República em exercício não significa desconsideração, desrespeito, deslealdade. Vivemos numa democracia madura e era só o que faltava que as pessoas e os políticos ficassem chateados uns com os outros porque não tiveram o apoio deste ou daquele", considerou.

No final de agosto, em entrevista ao semanário Expresso, o primeiro-ministro defendeu que os membros do Governo devem adotar uma atitude de recato em relação ao tema das eleições presidenciais.

Hoje, em Sines, o ministro das Infraestruturas argumentou não querer "ser o único" a falar sobre as eleições presidenciais, mas fez uma alusão indireta às recentes palavras de Augusto Santos Silva e ao anúncio por parte da ex-eurodeputada socialista Asna Gomes de que será candidata a Presidente da República.

"Temos de estar todos calados, mas a partir do momento [em] que temos um camarada a falar, outra camarada a candidatar-se, é tempo de o PS se reunir. E, como sou camarada dos dois, da candidata e de quem pretendeu fazer comentários, cá está o meu" comentário, disse.

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