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Presidenciais. Santos Silva diz que Ana Gomes não deve ter o apoio do PS

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros defendeu que o apoio dos socialistas a um candidato a Belém deve ser definido em quatro critérios. Posição oficial do PS será tomada na próxima reunião da Comissão Nacional do partido, prevista para outubro.

Presidenciais. Santos Silva diz que Ana Gomes não deve ter o apoio do PS

Augusto Santos Silva, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, considerou, esta terça-feira, que Ana Gomes não deveria contar com o apoio do Partido Socialista (PS) nas próximas eleições presidenciais. 

"Se Ana Gomes é uma boa candidata? Sim, enriquece o debate democrático. Se é uma boa candidata para ter o apoio do Partido Socialista? Na minha opinião, não", começou por defender o governante em entrevista, esta noite, à TVI24. 

Recordando que o PS ainda vai tomar uma posição oficial após a reunião da Comissão Nacional prevista já para o próximo mês, Santos Silva argumentou que o apoio dos socialistas a um candidato nesta corrida a Belém deve ser definido em "quatro critérios muito simples".

Em primeiro lugar, adiantou o ministro, deve ser realizada uma avaliação do mandato do atual Presidente da República. "A avaliação esmagadora dentro do eleitorado do PS e do português é que esse mandato foi muito positivo e que foi muito importante este equilíbrio com a maioria [de esquerda] na Assembleia da República, Governo e Presidente da República", sustentou.

Posteriormente, o partido deverá também refletir sobre qual é "o entendimento" que Marcelo Rebelo de Sousa tem de um possível segundo mandato. "Inovou muito no primeiro mandato - e bem, na minha opinião - e espero que também inove na interpretação que faça do segundo mandato", atirou. 

Um terceiro critério, prende-se, mais uma vez, caso Marcelo Rebelo de Sousa seja novamente candidato a Belém, com "o entendimento que este terá da projeção do Presidente da República como um garante do espaço democrático e da vida institucional em Portugal". 

"Há quem queira aproveitar as eleições presidenciais para dar projeção a concepções antidemocráticas. Não devemos combater extremismos com outros extremismos, (...) gostaria que o combate contra os extremismo fosse a partir do grande arco dos moderados, que compreendem o bom-senso do povo português", argumentou, sem apontar nomes.  

Como último método de análise, Santos Silva apontou que é necessário ter em conta "a consonância do PS com o seu próprio eleitorado". "Basta, aliás, consultar as sondagens para perceber qual é a orientação do PS", concluiu.

Esta não é a primeira vez que o governante insinua que Marcelo Rebelo de Sousa encaixa no perfil que um candidato apoiado pelo PS deve ter. Um dos momentos em que esta inclinação foi mais clara, ocorreu, em maio deste ano, quando António Costa manifestou o seu desejo de o atual Presidente da República se recandidatar ao cargo, à margem de uma visita à Autoeuropa. Na altura, as declarações do chefe do Governo geraram polémica e Santos Silva saiu em defesa do primeiro-ministro e afirmou que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa "combinam harmoniosamente".

Nas últimas eleições presidenciais, o PS decidiu dar liberdade de voto aos militantes, que se dividiram entre Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. 

A cerca de quatro meses da próxima corrida a Belém, já são oito os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa, que só anunciará a sua decisão em novembro quanto a uma recandidatura. São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Matam Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), o ex-militante do CDS Orlando Cruz e João Ferreira, do PCP.

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