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Vice do PSD repudia "parada Ku Klux Klan": "Mas o que vem a ser isto?"

André Coelho Lima afirma que vigília que ocorreu à porta da sede do SOS Racismo quer transformar o país em algo que nunca foi.

Vice do PSD repudia "parada Ku Klux Klan": "Mas o que vem a ser isto?"

André Coelho Lima, deputado e vice-presidente do PSD, condenou, esta terça-feira, a manifestação que decorreu, no passado sábado, levada a cabo por um grupo de militantes de extrema-direita que se juntou em frente à sede da associação SOS Racismo, com máscaras brancas a tapar o rosto e tochas.

"Mas o que vem a ser isto!? Porventura Portugal agora é um país intolerante a outras raças? Após séculos de História a demonstrar o contrário?", questiona o 'vice' de Rui Rio, numa publicação divulgada na sua página oficial de Twitter. 

Mais, para o social-democrata, esta manifestação - apelidada pelo SOS Racismo como uma "parada Ku Klux Klan" - tenta transformar Portugal em algo "que nunca foi". 

Por fim, André Coelho Lima atirou: "Já agora - se se querem manifestar por algo, assumam-no! Aqui pode-se!". 

Recorde-se que a associação SOS Racismo pretende apresentar uma queixa ao Ministério Público por ameaças à integridade física, ofensas morais e danos patrimoniais e incitamento ao ódio e violência, noticiou o jornal Público, na passada segunda-feira. 

Segundo o diário, a queixa será motivada por um conjunto de ameaças, entre elas uma manifestação ocorrida na madrugada do passado sábado que juntou uma dezena de manifestantes com máscaras brancas a tapar o rosto e tochas, numa referência à organização que defende a supremacia branca, Ku Klux Klan.

Entretanto, um movimento apelidado de 'Resistência Nacional' anunciou no Facebook ter sido responsável pelo evento, alegando que o momento "não foi nenhuma manifestação, nem nenhuma 'parada do KKK [Ku Klux Klan]" mas sim uma vigília em honra das forças de segurança mortas em serviço e para "protestar o racismo anti-nacional".

Já no passado dia 21 de julho, a SOS Racismo tinha anunciado no seu site que iria apresentar várias queixas junto das autoridades competentes, depois da sede em Lisboa ter sido vandalizada com a frase "Guerra aos inimigos da minha terra", denunciando também uma série de atos semelhantes na zona de Lisboa, aos quais os deputados municipais de Lisboa do Livre já reagiram com um voto de condenação.

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