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Novo Banco: Não deve ser dado "um cêntimo" até resultados da auditoria

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu hoje que não deve ser dado "nem mais um cêntimo" ao Novo Banco até existir um "resultado claro" da auditoria, apelando ao Governo para que reforce o "controlo" neste processo.

Novo Banco: Não deve ser dado "um cêntimo" até resultados da auditoria
Notícias ao Minuto

14:00 - 31/07/20 por Lusa

Política Novo Banco

"Começa a parecer muito estranho que o Novo Banco comece a ter cada vez mais parecenças com o velho banco [BES] e não há nenhum português que, neste momento, não esteja escandalizado com a sucessão de notícias que tem vindo a ser tornadas públicas", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O presidente do CDS-PP, que falava aos jornalistas à margem de um encontro com o presidente da Associação de Bares e Discotecas do Porto, defendeu que não deve ser dado "nem mais um cêntimo ao Novo Banco até haver um resultado claro da auditoria que ainda não viu o seu termo, mas já motivou uma grande descoordenação entre o primeiro-ministro e o então ministro das finanças [Mário Centeno]".

Para o líder centrista, as suspeitas sobre a gestão do Novo Banco significam que se está a "gozar com a cara de todos os portugueses. O Novo Banco já engoliu mais de 11 mil milhões de euros que foram subtraídos aos portugueses e seus rendimentos por via dos impostos, que é uma fatura muito cara que todos nós continuamos a pagar".

No entender de Francisco Rodrigues dos Santos, neste processo, o Governo deve reforçar o "seu controlo através de poderes políticos que lhe estão cometidos" e que não falhar na supervisão.

"Apelamos ao Governo para que reforce o seu controlo neste processo através dos poderes políticos que lhe estão cometidos, que a supervisão não falhe porque é muito estranho que tudo isto tenha passado sem que o Governo e a supervisão tenham tido conhecimento ou dado aval prévio nos termos que acordaram com a Lone Star", afirmou, acrescentando esperar também que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, tenha "imparcialidade" para fazer um controlo efetivo da operação.

"Apelamos ao governador do Banco de Portugal tenha a independência, autonomia, isenção e imparcialidade de fazer um controlo efetivo de operação para que os portugueses não sejam mais penalizados, sendo certo que eticamente temos aqui um conflito que o CDS queria evitar", disse, observando que o partido foi contra a nomeação de Mário Centeno para governador do Banco de Portugal.

O Governo anunciou esta quinta-feira que a auditoria ao Novo Banco não vai estar concluída até hoje, considerando que até à sua conclusão não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos por parte da instituição bancária.

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