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Plano? É "elencagem das debilidades" mas "tem poucas propostas"

Manuela Ferreira Leite comentou o Plano apresentado por António Costa e Silva para a recuperação nacional. Documento "é interessante" mas "esperava dele outra coisa", refere a ex-líder social-democrata.

Plano? É "elencagem das debilidades" mas "tem poucas propostas"

Manuela Ferreira Leite comentou, no seu habitual espaço semanal na TVI, o plano de 'Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal para 2020-2030', subscrita por António Costa Silva, a pedido do primeiro-ministro, António Costa, após ter lido o documento.

Para a ex-ministra das Finanças, "uma visão estratégica é a escolha de um caminho para se atingir algum objetivo, havendo outros caminhos alternativos", começou por frisar, acrescentando que este documento "que é interessante e vale a pena ler" - está "bem estruturado" -, mas "desilude na medida em que eu, dado o título que lhe foi dado, esperava dele outra coisa"

Uma vez que se trata de um plano de recuperação económico e social, a ex-líder do PSD diz ser "evidente que este aspeto está ligado, com certeza, à forma como vamos sair da crise". "E o objetivo era um pouco esse, como sair daqui e a estratégia como sair". 

Mas, prossegue, "ele é uma elencagem exaustiva daquilo que há anos se consideram as debilidades da nossa situação económica e não falta aqui nenhum aspeto". "Todos estão aqui elencados, toda a gente os conhece porque os conhece há anos, sobre os quais se tem falado e havido relatórios". 

A economista considera ainda que "este documento tem poucas propostas", mas "faz é uma análise exaustiva da situação" com a qual nos deparamos:  "Propostas não se vêem muitas e é também o motivo pelo qual senti que esperava outra coisa do Plano de recuperação porque este se liga à questão da Covid e à expectativa dos fundos Europeus que hão-de vir para Portugal".

E para Ferreira Leite este é um ponto que está "um bocadinho na penumbra", uma vez que "os montantes em si ainda estão em dúvida, a forma como eles chegarão até nós ainda está em dúvida e para além e que este montante, seja ele qual for, é utilizado ao longo de vários anos".

Seria "muito bom" que, "para além da reconstrução que temos de fazer", sobrasse "alguma coisa de forma a que esses recursos pudessem ser canalizados para a reorientação de alguns setores que precisam de outras visões, mas tenho muitas dúvidas"

"Os detalhes são o sarilho para muitas políticas"

Ferreira Leite prosseguiu a análise sublinhando que "os detalhes é que são um certo sarilho para algumas das políticas e, aqui, o detalhe é importante". "Quando o dinheiro começar a surgir, ele vai ter de resolver aquilo que ainda é suscetível de salvar na nossa economia", dando do exemplo da TAP e da Efacec

"Há um conjunto de faturas que têm de ser pagas", acrescentou. "Eu não sei se, somado tudo isto, e dado um certo parcelamento em que vêem chegar os dinheiros a Portugal, se isso é suficiente para termos a veleidade de achar que esses recursos ainda vão conseguir transformar a economia"

A ex-líder do PSD diz ainda que não vê no Plano a "utilização de recursos para fomentar, por exemplo, a iniciativa privada" e, na parte das empresas, não vê "uma palavra sobre o sistema fiscal."

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