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CDS: É a altura de o Governo explicar onde vai investir para vencer crise

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, considerou hoje já ser a altura de o Governo apresentar projeções macroeconómicas e explicar onde vai "investir para vencer a crise".

CDS: É a altura de o Governo explicar onde vai investir para vencer crise
Notícias ao Minuto

12:26 - 29/05/20 por Lusa

Política Covid-19

"Já é altura de o Governo apresentar projeções macroeconómicas e de finanças públicas. Nós queremos perceber onde é que o Governo vai investir dinheiro para relançar a economia e para iniciar um programa de emergência social. Neste momento, já temos mais algumas luzes de que dinheiro pode chegar de Bruxelas, agora precisamos de saber onde é que o Governo vai investir para vencermos esta crise", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Enquanto "partido do contribuinte", o CDS tem uma "fórmula muito clara", começou por explicar o líder centrista, que voltou a defender uma redução de impostos para quem cria emprego em Portugal e gera atividade económica.

Francisco Rodrigues dos Santos, que escolheu uma barbearia em Vila Nova de Gaia para cortar o cabelo e assinalar assim o desconfinamento do pequeno comércio, lembrou que 96% do tecido empresarial português é composto por micro e pequenas empresas que precisam da ajuda do estado para manter os postos de trabalho e cumprir com as suas obrigações fiscais.

O presidente do CDS voltou a insistir que é "preferível" o Governo injetar liquidez na economia através de "choque de tesouraria" para evitar gastar, no futuro, "muito dinheiro" em contribuições sociais.

"Os barbeiros em Portugal empregam muita gente, precisam de incentivo por parte do estado para poder salvar estes postos de trabalho e manter os seu estabelecimentos abertos ao público e para isso precisam também de receber sinais por parte do governo de que apoia a sua atividade e o seu negócio, e é por isso que o CDS defende que haja um alargamento do 'lay-off' simplificado até ao final do ano", declarou.

O líder centrista explicou que o facto de as empresas estarem de portas abertas não significa que tenham os mesmos níveis de faturação de antes da crise pandémica. A barbearia em Vila Nova de Gaia, exemplificou, está com uma faturação na ordem dos 20%.

"O Estado previu gastar mil milhões de euros por mês, está a gastar apenas 300 milhões, portanto justifica-se que haja folga para fazer este alargamento", disse, insistindo também na eliminação dos pagamentos por conta e na duplicação das linhas de crédito com uma percentagem a título de fundo perdido.

Além disso, o presidente do CDS-PP considerou ser necessário a existência de um mecanismo de acerto de contas.

"Se o Estado se atrasa a pagar o reembolso do IRS, já estamos a mais de 60 dias, quando o ano passado pagou em média em 12, quando verificamos que há atraso no pagamento do 'lay-off', quando verificamos que as linhas de crédito também ainda não estão a chegar às empresas, e se o estado continua a dever dinheiro às empresas e aos contribuintes, justifica-se que as dividas do estado possam ser descontadas no pagamento de impostos que os contribuintes fazem a esse mesmo Estado", sustentou.

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu ainda uma isenção fiscal para os rendimentos dos estudantes durante o período de férias escolares.

"O CDS entende que os jovens estudantes não devem ser prejudicados por trabalhar durante as férias [escolares] e por isso mesmo defendemos que é uma maneira de ter o seu pé de meia, de pagar os seus estudos no próximo ano letivo e para ajudar as suas famílias a fazer face às suas despesas, portanto entendemos que os rendimentos deste trabalho não devem ser aglomerados nos rendimentos familiares, para que o dinheiro seja dos estudantes e não seja do estado e haja assim uma isenção fiscal destas verbas", afirmou.

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