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Crise: "Estamos ainda no olho do furacão", mas "estragos" vão durar anos

Especialista em risco político diz que as "consequências" da crise impulsionada pela pandemia de Covid-19 "prevalecerão durante anos" e que estes acabarão por ser alvo de estudo nas universidades.

Crise: "Estamos ainda no olho do furacão", mas "estragos" vão durar anos

A pandemia de Covid-19, cujo surto começou na China em dezembro do ano passado e que, entretanto, já deu a volta ao mundo, terá impactos severos a nível político quer nacional quer internacional. 

Sublinhando que "esta pandemia durará mais tempo do que a maioria poderia supor", o especialista em risco político, Fernando Chaves, começa por dizer que é, por isso, "complexo conjeturar os efeitos a nível político" da crise causada pela Covid-19. 

Ainda assim, é possível vislumbrar algumas pistas. Uma das avaliações que podem ser feitas é em termos de popularidade dos líderes políticos ou até da sua própria saúde. 

"Não podemos esquecer que, também, os líderes e governantes não estão a salvo de uma morte não anunciada, por efeitos do novo Coronavírus, o que poderia gerar a alteração do cenário de alinhamento para um de nova luta pelo poder", alerta o especialista. 

Paralelamente, prossegue na análise feita ao Notícias ao Minuto, podemos igualmente, avaliar os efeitos da Covid-19 nos sistemas eleitorais, "já que são vários os países ou territórios com eleições marcadas para este ano". Alguns deles, recorda, "já anteviam alguma convulsão, outros podem ser cenário de mudança de cor política". O especialista dá como exemplos o caso de França (em que a segunda volta das eleições municipais estão marcadas para março), Hong Kong (com eleições em setembro) e os EUA (com eleições em novembro). Estes sufrágio, e outros, podem ser alvo de reagendamento

E na decisão dos eleitores pesarão significativamente as medidas tomadas pelos líderes políticos para conter a Covid-19. "As medidas tomadas e o controlo sobre os efeitos do Coronavírus, na população e na popularidade dos líderes ou candidatos ao poder, "serão certamente alvo de escrutínio", sublinha. 

Outro dos aspetos a ter em conta é a pandemia "como o justificativo para muitas ações dos Estados sobre os privados", podendo estas diferir de país para país, consoante o tipo de regime que impera. O especialista nota que são vários os exemplos de "potenciais nacionalizações ou requisições, sendo uma novidade esta possibilidade de ocorrência na nossa região Europeia". Um cenário que "pode preocupar aquelas empresas que hoje operam em concessões ou em sectores da linha da frente dos produtos e serviços de primeira necessidade". 

Em suma, conclui, são muitas as consequências que podem advir do Covid-19 e da crise que este veio acelerar. E estas "prevalecerão no tempo por muitos anos", antecipa o especialista da Marsh, considerando que neste momento "estamos ainda no olho do furacão". Razão pela qual  "não podemos ver, nem tão pouco medir, os seus estragos e efeitos".

"Dentro de uns meses e até mesmo anos", estima, "este será certamente um caso de estudo nas universidades, seja em medicina, economia ou, até mesmo, em ciências sociopolíticas".  "Será um exemplo usado para entender como é que o panorama das lideranças regionais e mundiais foram afetadas e como é que foi possível muitas empresas desaparecerem e tantas outras prosperarem", conclui, por fim. 

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