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Livre quer que ajuda da UE vá diretamente para as contas dos europeus

O partido lançou um abaixo-assinado para que a União Europeia crie um Rendimento Básico Incondicional de Emergência devido ao impacto da crise do novo coronavírus nos cidadãos europeus. A petição já conta com cerca de três mil assinaturas.

Livre quer que ajuda da UE vá diretamente para as contas dos europeus

O partido Livre lançou, este domingo, uma petição pedindo à União Europeia a criação de "um Rendimento Básico Incondicional de Emergência".

Sob o argumento de que "o impacto desta pandemia não tem precedente e alastra-se a toda a sociedade" e que "os pacotes de medidas anunciados até agora tanto pelo governo como pela UE, embora apontando na direção certa, são insuficientes", o Livre pede assim que a ajuda económica seja dada "diretamente às pessoas sob a forma de um Rendimento Básico Incondicional de Emergência implementado à escala europeia".

A ideia é que "com a informação que já é partilhada entre instituições", a ajuda da UE "seja transformada num depósito direto para as contas bancárias dos cidadãos europeus".

"Este dinheiro, posto diretamente nas mãos das pessoas e não nos bancos, servirá para estimular a economia real e ajudar-nos-á a recuperar desta crise", refere o texto que sustenta a petição que já conta com cerca de três mil assinaturas.

Apontado que o Banco Central Europeu anunciou que vai injetar 750 mil milhões de euros no sistema financeiro (sendo que este valor acresce aos 120 mil milhões de euros já anunciados), o Livre vinca que "estes 870 mil milhões de euros nas mãos da banca não terão o efeito que é necessário para sair desta crise".

"Este dinheiro deveria servir para estimular a economia real. Noutros pontos do globo já se discute uma solução semelhante. A União Europeia, enquanto espaço de salvaguarda dos direitos humanos, não pode ficar para trás e tem de assegurar que todos os seus habitantes conseguem manter uma vida em condições dignas durante esta crise e depois do seu fim", pode ler-se ainda na referida nota do abaixo-assinado.

É de recordar que não é a primeira vez que esta ideia é colocada em cima da mesa. Para além de outras propostas debatidas a nível local, há cerca de três anos foi discutido na Assembleia da República, num debate organizado pelo PAN, pela Associação Rendimento Básico Incondicional Portugal e pelo movimento europeu Unconditional Basic Income Europe -Ubie. Em 2018, o PSD também se debruçou sobre o assunto quando Carlos Moedas e Pedro Duarte apresentaram no Congresso do partido 'laranja' uma moção que defendia, entre outras questões, uma discussão sobre o rendimento básico universal.

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