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"A avaliação que faço do mandanto de Marcelo é profundamente negativa"

O ex-candidato à presidência da República Paulo de Morais fez um balanço negativo dos últimos quatro anos de mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa e acusou-o de ser "comentador a partir do palácio de Belém".

"A avaliação que faço do mandanto de Marcelo é profundamente negativa"

"A avaliação que eu faço é profundamente negativa", declarou Paulo de Morais, que se candidatou ao cargo nas presidenciais de 2016 e admitiu que está a analisar se "há condições para fazer uma candidatura séria" em 2021, apesar de considerar que "é prematuro".

Em declarações à agência Lusa, o economista considerou que um Presidente da República "não é um comentador desportivo" e que a sua presença "é importante mas há muitos locais em deve estar calado".

Ao não fazer isto, aditou, "o PR, que deveria ser o supremo magistrado da nação, passa a ser o supremo anestesista da nação, porque anestesia a sociedade e mesmo quando as situações são muito graves o Presidente trata-as como se fossem banais".

Paulo de Morais considerou que o "maior erro" de Marcelo ao longo dos últimos quatro anos foi "o afastamento da ex-Procuradora Geral da República", Joana Marques Vidal.

"Em política o que parece é" e o que pareceu, na opinião do economista, foi que "desviaram Joana Marques Vidal do cargo, para de alguma maneira manter a impunidade que existe nestes crimes maiores de 'colarinho branco' sobre os quais, aliás, Marcelo não se pronuncia", acrescentou.

Paulo de Morais apontou falhas no cumprimento da Constituição, que Marcelo "jurou cumprir", citando o primeiro artigo do texto que define Portugal como uma República "baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária".

"O professor Marcelo sabe que há dois milhões de pessoas que vivem na pobreza e não têm nenhuma dignidade e não tem feito rigorosamente nada para alterar este estado de coisas", adiantou.

O ex-candidato apontou também críticas ao mandato a nível judicial, como a "violação do princípio da separação de poderes".

"Mantemos ainda hoje em Portugal uma situação em que há um conjunto de advogados, que são verdadeiramente as 'máfias do país', que (...) elaboram leis, intervêm no projeto legislativo, aliás são pagas para isso, e depois vão para os tribunais litigar com base nos códigos que eles próprios elaboraram", criticou.

Para o economista, o Presidente deveria ter tido uma intervenção mais imediata no caso de Tancos, nos incêndios florestais, "ao nível das forças armadas" e deveria também ter vetado o Orçamento do Estado em 2019 e até, "eventualmente", vetar o orçamento para 2020.

"Sendo o professor Marcelo professor de direito constitucional, conhecendo bem a Constituição, perdeu uma oportunidade de ajudar a tirar o país do atoleiro em que nos encontramos", considerou.

Nas eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito à primeira volta, com 52% dos votos.

Sampaio da Nóvoa, apoiado por parte do PS, ficou em segundo lugar, com 23%, e Marisa Matias em terceiro, com 10%. Em quarto lugar, com cerca de 4%, ficou a socialista Maria de Belém, também apoiada por uma parte do seu partido - que optou por não declarar apoio oficial a nenhum candidato.

Seguiram-se o candidato do PCP, Edgar Silva, com perto de 4%, Vitorino Silva, com aproximadamente 3%, Paulo de Morais, com cerca de 2%, e Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira, os três com menos de 1% dos votos.

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