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OE2020: IL quer mais vantagens fiscais para jovens em primeiro emprego

O presidente e deputado da Iniciativa Liberal prometeu hoje apresentar "numerosas propostas de alteração" ao Orçamento do Estado para 2020 na especialidade, desde logo, para conceder mais vantagens fiscais aos jovens em primeiro emprego.

OE2020: IL quer mais vantagens fiscais para jovens em primeiro emprego

João Cotrim Figueiredo falava no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de cerca de 40 minutos, na qual disse ter exposto as razões para o voto do seu partido, já anunciado, contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020.

Em declarações aos jornalistas, o deputado único da Iniciativa Liberal reiterou a ideia de que a proposta do Governo significa "Estado a mais e ambição a menos" e sustentou que se esta linha se mantiver poderá ser "difícil voltar a instilar energia, vontade e ambição na sociedade portuguesa".

"Isto justificava o nosso voto contrário, que já era público, a este Orçamento. Justificará também que, em sede de especialidade, apresentaremos numerosas propostas de alteração que tentem aliviar o peso do Estado na economia, simplificar a vida dos cidadãos", afirmou.

As propostas do seu partido serão destinadas "sobretudo à juventude e àqueles que mais razões precisam para apostar em Portugal, que querem ter mais filhos em Portugal, que querem investir em Portugal", referiu João Cotrim Figueiredo, prometendo medidas alternativas "a nível de natalidade e a nível do tratamento fiscal dos jovens em primeiro emprego".

Segundo o presidente e deputado da Iniciativa Liberal, os incentivos à natalidade e a isenção em sede de IRS sobre parte dos rendimentos de jovens que terminem o ensino secundário ou superior e comecem a trabalhar, de 30% no primeiro ano, 20% no segundo e 10% no terceiro, previstos na proposta de Orçamento do Estado são insuficientes.

"Não é assim que se dá sinais à juventude, temos de ser muito mais afirmativos e muito mais arrojados quando se quer dar um sinal", considerou.

Em matéria de IRS, realçou que o seu partido defende uma "taxa única", mas admitiu que "está longe de ser uma ideia que merecesse nesta altura aprovação geral", acrescentando: "Não podendo ir para essa solução, que seria aquela que mais nos agradava, iríamos muito mais fundo na concessão de vantagens fiscais aos jovens licenciados, aos próprios jovens diretamente".

Quanto às deduções em função do número de filhos, nos seus cálculos, o Governo propõe um incentivo que "corresponde a 14 euros e meio por mês", o que no seu entender não resolve nada.

"Se é esse o problema, temos de ser mais arrojados e, se está bem diagnosticado, vamos assumir, vamos cortar daquelas dezenas de pequenas medidas que lá estão que não vão fazer diferença nenhuma e vamos apostar em duas, três, quatro que sejam verdadeiramente importantes", defendeu.

A delegação da Iniciativa Liberal recebida pelo Presidente da República incluía também Bruno Mourão Martins, tesoureiro, e Carla Castro e Maria Castello-Branco, vogais da Comissão Executiva deste partido.

"Dissemos ao senhor Presidente da República que nos preocupava não só o que este Orçamento representa, mas a linha em que este Orçamento vem, porque temos um país crescentemente conformado com a sua situação", relatou Cotrim Figueiredo.

Como exemplo desse "conformismo", apontou o crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto pelo Governo para 2020. "Todos os países que connosco concorrem nos anos de 2020 e 2021 vão crescerão bastante mais do que isso", alegou.

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