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Português acusado de ajuda à imigração ilegal "merece todo o apoio"

Lisboa, 18 jun 2019 (Lusa) -- O partido Aliança defendeu hoje que o Governo deve assegurar a "defesa incondicional" do português Miguel Duarte, acusado em Itália de ajuda à imigração ilegal, notando que o jovem "merece todo o apoio" do seu país.

Português acusado de ajuda à imigração ilegal "merece todo o apoio"
Notícias ao Minuto

11:51 - 18/06/19 por Lusa

Política Aliança

Numa nota publicada no 'site', o partido presidido por Pedro Santana Lopes salienta que "Miguel Duarte atuou na defesa do valor primeiro, o da vida das pessoas e, por isso, merece todo o apoio de Portugal, devendo o Governo Português, por todos os meios ao seu alcance, assegurar a sua defesa incondicional!"

Na ótica do partido, "a imigração e o acolhimento de refugiados é uma questão de humanidade".

Por isso, a Aliança aproveitou para expressar "todo o seu apoio e solidariedade a Miguel Duarte", que "ajudou a salvar a vida de 14 mil pessoas em missões de resgate civil no Mediterrâneo".

A campanha de 'crowdfunding' para apoiar a defesa de Miguel Duarte já conseguiu mais do que duplicar o objetivo.

A menos de um mês do prazo final, a campanha lançada pela plataforma HuBB - Humans Before Borders, que pretendia angariar 10 mil euros para apoiar a defesa do estudante português, tinha angariado até às 15:30 de segunda-feira 25.240 euros doados por 1.389 apoiantes, através da página de financiamento colaborativo PPL.

Na segunda-feira, à saída de uma reunião de chefes de diplomacia da União Europeia, no Luxemburgo, o ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu todo o apoio ao jovem português acusado, em Itália, de ajuda à imigração ilegal, sublinhando que é preciso ter noção de que as suas ações "são inspiradas por razões humanitárias".

Augusto Santos Silva comentava o caso de um jovem português, Miguel Duarte, que foi constituído arguido em Itália por ter integrado uma organização de resgate humanitário que operava no Mediterrâneo, o que o novo Governo 'antissistema' italiano considera um crime.

Aos jornalistas, o ministro disse que o processo está a ser acompanhado porque é direito de qualquer cidadão português beneficiar de apoio consular, "mas neste caso há outra razão: é preciso olhar com cuidado para tentativas de tratar como crimes ações que foram e são inspiradas por razões humanitárias".

"Portanto, as pessoas que salvam no Mediterrâneo da morte dezenas e dezenas de pessoas devem ser respeitadas por isso, mesmo que, involuntariamente, estejam a ser, na prática, cúmplices de imigração ilegal ou tráfico de pessoas. É preciso termos a noção suficiente das coisas e o respeito suficiente pelas ações humanitárias das pessoas para que possamos chegar a decisões que sejam justas", disse.

"Portanto, acompanharemos com cuidado esse processo e outros semelhantes", garantiu.

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