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É "irónico" o PSD preocupar-se com o desemprego jovem

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, considerou hoje "irónico" ouvir o PSD falar de desemprego jovem nestas eleições europeias, quando os convidou a emigrar e atingiu a taxa mais elevada de desemprego jovem.

É "irónico" o PSD preocupar-se com o desemprego jovem
Notícias ao Minuto

23:27 - 30/04/19 por Lusa

Política PS

"Quanto é irónico ouvir hoje o PSD dizer que a sua principal preocupação nestas eleições europeias é o desemprego jovem. Então não foi o PSD que convidou os nossos jovens a emigrar? Não foi o PSD que atingiu a taxa mais alta de desemprego dos jovens, 34% em 2015?", questionou Ana Catarina Mendes.

Para a dirigente, que discursava no jantar Tendência Sindical Socialista, no Porto, o PSD não pode vir falar em projetos europeus quando, por exemplo, "entregaram em 2015 um programa de estabilidade em Bruxelas que previa que em 2018 e 2019 a taxa de desemprego em Portugal seria de 11% e que trabalhariam para que essa fosse a taxa".

"Nós hoje temos uma taxa de desemprego de 6,4%", declarou.

Ana Catarina Mendes disse ainda ser irónico ouvir o PSD falar num programa europeu de saúde.

"Será que o PSD está tão distraído que não percebeu que Portugal está hoje a dar cartas no plano europeu, no combate ao cancro, unindo a nossas universidades, os nossos centros de investigação, os nossos hospitais, a nossa massa crítica? Será que não percebem que depois do ataque que fizeram, sem precedentes, ao Serviço Nacional de Saúde, foi o Partido Socialista que voltou a investir no Serviço Nacional de Saúde com mais nove mil profissionais de saúde?", perguntou.

"Sim, o Serviço Nacional de Saúde é a espinha dorsal do Partido Socialista de António Arnaut e de todos os nossos socialistas", referiu.

A socialista criticou ainda as forças de bloqueio no país, salientando que "só com diálogo e concertação" é possível encontrar soluções.

"Não podemos ignorar que só o diálogo e só a concertação traz soluções. O querer bloquear o país, o querer bloquear setores vitais como o acesso à saúde em nome de uma greve cirúrgica não é respeitar o direito à greve, é, sim, atacar uma população que não pode ser atacada, que é aquela que mais necessita, por exemplo, do acesso à saúde", defendeu.

Ana Catarina Mendes adiantou que o PS prometeu mais diálogo social, maior respeito pela concertação social e cumpriu, sedo que só assim foi possível aumentar o salário mínimo nacional e criar 350 mil novos postos de trabalho, 81% dos quais são hoje contratos com vínculos e sem prazo.

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