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Extrema-direita? A "linha vermelha" de Sande que também é "ameaça" por cá

Paulo Sande garante que a extrema-direita é e sempre será a sua "linha vermelha" da política. E constata que, em Portugal, "já há propostas que adotaram à sua linguagem esse caminho".

Extrema-direita? A "linha vermelha" de Sande que também é "ameaça" por cá
Notícias ao Minuto

23:05 - 28/04/19 por Melissa Lopes 

Política Paulo Sande

O cabeça de lista da Aliança às europeias de 26 de maio acredita que, apesar de Portugal estar menos exposto ao crescimento de fenómenos de extrema-direita, a verdade é que a “ameaça” existe, havendo até “propostas” que vão nesse sentido, disse, referindo-se ao caso do Chega, de André Ventura.

“Portugal, apesar de tudo é um país que está menos exposto [a fenómenos de extrema-direita] porque alguns destes problemas – de segurança e bem-estar - não são visíveis. Os portugueses, apesar de tudo, estão acomodados”, começa por constatar Paulo Sande em declarações ao Notícias ao Minuto, no dia em que Nuno Melo comparou o Vox de Espanha à Aliança de Santana Lopes. Declarações essas que mereceram o repúdio total da Aliança

O candidato a eurodeputado observa que há “alguma anestesia” em Portugal que resulta da solução governativa atual e da “forma como o Governo comunicou muito bem aquilo que fez”. “O problema” - prossegue - “é que entre o comunicar e os resultados as coisas não estão, de facto, a bater certo”.

E isso fará com que os portugueses comecem a “olhar para a realidade e a preocupar-se”. “Esta ideia de continuarmos a crescer e do progresso isto não corresponde à realidade”, critica, notando que “começa a haver alguma tensão que é, obviamente, propiciadora deste tipo de soluções”.

Ressalvando que não é uma situação “tão evidente como no centro da Europa, onde as pessoas se revoltam contra a perda de bem-estar, de rendimentos e com a questão da imigração”, Paulo Sande avisa que “não podemos uniformizar tudo, sobretudo as respostas”. “A uniformização através de apelos simplistas é o pior que há”, frisa.

O cabeça de lista realça que o risco do crescimento de fenómenos de extrema-direita em Portugal “não é de excluir”.

“Há já propostas políticas em Portugal que adotaram à sua linguagem esse caminho. Acho isso de repudiar”, diz, referindo-se ao Chega.

“Será para mim sempre um linha vermelha da política”, assegura ainda, sublinhando que a política tem que ser uma atividade de pessoas boas, “de gente que funciona bem" e que tem "sentido cívico", “e nunca de pessoas que recorrem a chavões para dizer o que os outros querem ouvir, com soluções que só alimentam o caldeirão do ódio, do mal e desavença”.

“Em Portugal também há essa ameaça e o Aliança é o partido que se manifesta contra isso, que está contra isso e que lutará contra isso com todas as suas forças”, finaliza.

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