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“Neto de Moura tem de ser posto a andar, ir para o olho da rua"

Joana Amaral Dias é uma das pessoas que Neto de Moura pretende processar. Para a ex-deputada, um juiz que se coloca do lado dos agressores é uma ameaça para a segurança pública.

“Neto de Moura tem de ser posto a andar, ir para o olho da rua"
Notícias ao Minuto

16:14 - 03/03/19 por Melissa Lopes 

Política Joana Amaral Dias

Joana Amaral Dias está na lista das pessoas que o juiz Neto de Moura pretende processar por ter criticado publicamente as polémicas decisões em casos de violência doméstica.

A intenção do juiz, contudo, não tem silenciado as vozes críticas. Muito antes pelo contrário.

Depois de Mariana Mortágua ter reagido via Twitter, e de muitos outros deputados lhe terem seguido o exemplo, este domingo foi a vez de Joana Amaral Dias manifestar a sua opinião enquanto visada. 

“Não admira que alguém que defende o apedrejamento de mulheres adúlteras conviva mal com a liberdade de expressão e de opinião”, escreveu a ex-deputa, reafirmando sobre Neto de Moura tudo o que já havia dito. 

No seu entender, trata-se de um magistrado que “confunde as suas convicções pessoais com Justiça e que, ao colocar-se do lado dos agressores e dos homicidas de mulheres, tornou-se numa ameaça para a segurança pública”.

Neste sentido, a candidata a Lisboa nas últimas eleições autárquicas (pelo Nós, Cidadãos!) defende que Neto de Moura “tem de ser exonerado”, isto é, “posto a andar, ir para o olho da rua e aprender que nenhum juiz pode viver acima da lei”, prossegue.

“Enfim, pode ser que ao sentar quem o confrontou no banco dos réus descubra mais qualquer coisinha. Lá estarei”, afiança, por fim. 

A coordenadora do Bloco de Esquerda, recorde-se, reafirmou este sábado que as decisões de Neto Moura são um insulto a magistrados. "O que é grave é que alguém como Neto Moura continue a ser um juiz", frisou. 

Em causa estão dois acórdãos assinados pelo juiz. No primeiro, Neto de Moura citou a Bíblia para justificar a violência doméstica com o facto de a vítima ter cometido adultério.

No acórdão mais recente, o juiz decide reduzir a pena de um condenado por violência doméstica - retirando-lhe a pulseira eletrónica - apesar de este ter  rebentado um tímpano com um soco à vítima.

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