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Governo está "a fintar professores".Costa e Centeno 'brincam' a polícias

A líder do CDS-PP diz que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças andam a interpretar os papéis de “polícia bom e polícia mau” nas negociações com os docentes.

Governo está "a fintar professores".Costa e Centeno 'brincam' a polícias
Notícias ao Minuto

12:38 - 26/02/19 por Natacha Nunes Costa com Lusa 

Política CDS-PP

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou, esta terça-feira, o Governo de estar a “fintar os professores” e diz que António Costa e Mário Centeno andam a brincar ao “polícia bom e polícia mau” com os sindicatos dos docentes.

O CDS lamenta que o Governo esteja a fintar os professores. O primeiro-ministro e o ministro das Finanças ora fazem de polícia bom, ora fazem de polícia mau, ouvimos o primeiro-ministro dizer que agora iam negociar, depois ouvimos o ministro das Finanças dizer que não havia dinheiro para nada”, começou por dizer Cristas aos jornalistas, à margem de uma visita à SISAB2019, salão internacional do setor alimentar e bebidas, que decorre em Lisboa até esta quarta-feira.

Na mesma intervenção, a representante dos centristas criticou as palavras de António Costa, que admitiu, esta segunda-feira, estar “pessimista” com as negociações com os professores.

“Ouvimos o primeiro-ministro dizer de novo que está muito pessimista e, aparentemente, não há nenhuma vontade de aproximar posições. Lamentamos e continuamos a insistir que o Governo tem feito um péssimo trabalho, tem cortado os pontos de diálogo e está nas mãos do Governo conseguir levar as negociações a bom porto e é isso que nós esperamos e é nisso que nós insistimos”, sublinhou Assunção Cristas.

Questionada várias vezes sobre um eventual entendimento com os partidos de esquerda, para uma apreciação parlamentar (confirmar uma lei do Governo na Assembleia da República), por exemplo, a líder centrista nunca se comprometeu com os votos do CDS, em nome "da responsabilidade".

E até enviou um recado ao Bloco de Esquerda, referindo-se à moção de censura apresentada pelo CDS, na semana passada no parlamento: "Esta mesma esquerda que quer fazer alianças à direita teve uma boa oportunidade para correr com o governo na semana passada e não o quis fazer."

Assunção Cristas lembrou que "há muito" que o seu partido pediu informações concretas sobre as condições, inclusivamente financeiras, para negociar uma solução com os sindicatos dos professores, e depois "poder avaliar" a questão.

"O CDS pauta-se sempre por uma atitude responsável", disse, garantindo que estar "ao lado dos alunos que querem concluir o ano com tranquilidade" e dos professores que querem que "o ano corra bem", sempre na "defesa de uma escola com tranquilidade".

Recorde-se que,  na reunião negocial desta segunda-feira entre sindicatos e representantes dos ministérios da Educação e das Finanças, as propostas mantiveram-se inalteradas dos dois lados. Os professores continuam a exigir a recuperação de cerca de nove anos e o Executivo diz só poder devolver cerca de três.

No final do encontro, ambos acusaram o outro lado de "intransigência", com os professores a questionarem se valerá a pena regressar às negociações e o ministro da Educação a reafirmar que se o Governo fosse mais longe poria em causa a sustentabilidade orçamental.

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