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Após revelação, Negrão confrontou Costa que volta a defender o ministro

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira desconhecer o documento que o ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa, general Martins Pereira, entregou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e acrescentou que Azeredo Lopes também não tinha conhecimento.

Após revelação, Negrão confrontou Costa que volta a defender o ministro
Notícias ao Minuto

17:20 - 10/10/18 por Lusa

Política Debate quinzenal

“Não tenho conhecimento do documento entregue hoje [quarta-feira] no DCIAP”, disse António Costa, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, no debate quinzenal com o primeiro-ministro, no parlamento, em Lisboa.

Questionado depois sobre se o ministro Azeredo Lopes tinha conhecimento do documento, o primeiro-ministro acrescentou: “a informação que tenho é que não tinha conhecimento”.

Em declarações à RTP, o tenente-general Martins Pereira, ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa e atual adjunto do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas para o Planeamento e Coordenação, disse que o seu advogado entregou hoje no DCIAP a “documentação verdadeira.

A documentação verdadeira foi entregue no início da tarde, no DCIAP, pelos serviços do meu advogado”, disse Martins Pereira, citado pela RTP.

Face ao esclarecimento do primeiro-ministro, Fernando Negrão considerou “muito estranho que um chefe de gabinete não transmita uma informação desta importância” ao ministro.

Dirigindo-se ao deputado do PSD, António Costa admitiu estar “verdadeiramente curioso” sobre a opinião de Fernando Negrão em relação ao documento, questionando: “Não querendo eu acreditar que teve acesso a documentos em segredo de justiça, como sabe se o documento é importante ou não é importante?”.

O que é que sabe que não nos quer contar? Um dia todos haveremos de saber o que é que cada um sabia sobre esta história”, disse o primeiro-ministro.

À RTP, Martins Pereira disse que o documento que entregou ao DCIAP se refere à operação de recuperação do material roubado em Tancos e que lhe foi entregue pelo ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar, major Vasco Brazão, e pelo coronel Luís Vieira, ex-diretor daquela polícia, numa reunião no seu gabinete.

No passado dia 4, Martins Pereira admitiu à Lusa o encontro com os dois militares em novembro passado. Sem se referir a qualquer documento, acrescentou que nunca “descortinou” qualquer facto que indiciasse irregularidade ou indicação de encobrimento dos culpados do furto de Tancos.

António Costa acusou Fernando Negrão de “falta de sentido de Estado” afirmando-se “chocado” por “verificar que, desde 1975, que não se verificava a partidarização das Forças Armadas”.

“Não é partidarização, é cuidado”, recusou Fernando Negrão, insistindo que perante um furto “daquela gravidade” deveriam ter sido retiradas consequências ao nível da hierarquia militar e da tutela política “para o apuramento de todas as responsabilidades disciplinares e políticas”.

António Costa apelou para que se desse “tempo” à Justiça para fazer o seu trabalho e que se “respeite o normal funcionamento das instituições judiciárias” para que investigue quer o furto, quer a recuperação do material.

Depois foi a vez de Assunção Cristas confrontar Costa com Tancos

A líder do CDS questionou o primeiro-ministro, pelo segundo debate quinzenal consecutivo, sobre o caso do furto de armas de Tancos e ouviu António Costa acusá-la de "lamentável partidarização" sobre as chefias militares.

Todos os dias, afirmou, "há novas notícias e contraditórias" em relação a Tancos e o CDS considera fundamental proteger a "defesa nacional e as forças armadas". "Considera ou não que, neste momento, o CEME e o ministro da Defesa não são um fator de credibilidade e estabilidade, pelo contrário são fator de fragilidade?", perguntou.

Na resposta, António Costa considerou "lamentável a partidarização do debate sobre as chefias o que é indigno de uma democracia estável", desde 26 de novembro de 1975, com o fim do período revolucionário após a "Revolução dos Cravos" de 1974.

E disse mais, afirmando que esse debate "já tinha sido lamentável" na "escolha da procuradora-geral da República" e é "mais lamentável ainda com as chefias militares".

António Costa criticou ainda Cristas por teorizar acerca de informações com base em "fugas de informação" que "resultam da prática de um crime".

Já quanto à confiança política no ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, sentado seu lado na bancada do Governo, o chefe do Governo insistiu: "Obviamente que o ministro da Defesa não estaria aqui se não tivesse a minha confiança."

Assunção Cristas já não pôde dar a resposta ao primeiro-ministro por já não ter tempo disponível, versão contrariada pelo presidente da bancada centrista, Nuno Magalhães, que disse ter visto "dois segundos" quando terminou a intervenção.

Ainda houve uma troca de palavras com o presidente da Assembleia da República, mas Ferro Rodrigues olhou para o quadro com zero segundos e disse que tinha de respeitar "o que está no quadro", passando a palavra a Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP.

O parlamento debate, em 24 de outubro, o pedido de inquérito parlamentar apresentado pelo CDS centrado nas responsabilidades políticas do ministro da Defesa no furto de armamento nos paióis de Tancos, em junho de 2017, que tem aprovação garantida.

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