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Governo nomeia adjunto com 'cadastro' manchado

Rodrigo Gonçalves, nomeado pelo Governo para o cargo de adjunto do novo secretário de Estado do Emprego, vai ser julgado, no próximo dia 8 de Novembro, pelo crime de ofensa à integridade física, após ter agredido o anterior presidente de uma junta de freguesia lisboeta, revela o jornal Público.

Governo nomeia adjunto com 'cadastro' manchado
Notícias ao Minuto

09:05 - 12/09/13 por Notícias Ao Minuto 

Política Rodrigo Gonçalves

O presidente da junta de São Domingos de Benfica e candidato pelo PSD à Assembleia Municipal de Lisboa, Rodrigo Gonçalves, de 39 anos, vai começar a ser julgado no dia 8 de Novembro por ofensa à integridade física de Domingos Pires, antigo presidente da junta de Benfica, de 71 anos.

Segundo o jornal Público, o crime ocorreu em 2009 e Rodrigo Gonçalves terá actuado com a ajuda de Pedro Reis, também deputado municipal do PSD, e agredido o autarca vizinho, em plena rua, com “murros e pontapés pelo corpo”, lê-se no acórdão citado pelo mesmo jornal.

A agressão aconteceu pouco depois das eleições autárquicas e já após o social-democrata ter promovido e difundido jornais e panfletos com graves acusações sobre o autarca vizinho.

Porém, este não é o único caso de agressão em que o novo adjunto do Executivo está envolvido.

Também em 2003 Rodrigo Gonçalves esteve no centro de uma acusação de agressão feita por uma jurista, que denunciou a oferta de vales em hotéis algarvios de modo a que o autarca obtivesse votos.

No entanto, dessa vez os acusados foram o seu pai (Daniel Gonçalves e actual candidato pelo PSD à junta das Avenidas Novas, em Lisboa) e a sua mãe, que acabaram por ser absolvidos em 2009.

Em 2008, revela o Público, o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) abriu um inquérito sobre o desaparecimento de 50 mil euros da Junta de São Domingos de Benfica. Esse montante teria sido entregue a uma associação de moradores como uma espécie de subsídio para obras, mas mais tarde devolvido.

Já no ano passado, Rodrigo Gonçalves foi investigado pelo recebimento indevido de um subsídio de transporte no valor de 7.600 euros, pagos pela Assembleia Municipal de Lisboa.

O arguido negou as acusações, mas mais tarde admitiu que tinha mudado de residência, em 2007, mas que se tinha esquecido de o mencionar, o que faria com que perdesse o direito a tal subsídio.

Gonçalves acabou por devolver cerca de mil euros mas a investigação prossegue.

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