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Liga dos Bombeiros com "boas perspetivas" para entendimento com o Governo

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) afirmou hoje que existem "boas perspetivas" para um entendimento com o Governo, apesar de referir que as negociações ainda estão a decorrer e que existem questões a resolver.

Liga dos Bombeiros com "boas perspetivas" para entendimento com o Governo

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) reuniu hoje com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, depois de ter apresentado um documento, aprovado no Conselho Nacional Extraordinário de Palmela, no qual se identificam as principais preocupações dos bombeiros para poderem integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais de 2018 (DECIF).

A reunião ocorreu um dia antes da data limite, o dia 28 de fevereiro, anunciada pela LBP, para que o Governo se pronuncie sobre o seu teor.

"Foi uma reunião com respeito e com pontos de vista diferentes. No conjunto das propostas existem alguns avanços, mas que não são a garantia de todas as situações de colocamos, apesar de admitirmos que algumas delas precisem de algum tempo para serem concretizadas", disse à Lusa Jaime Marta Soares, presidente da LBP.

Segundo o responsável, foram priorizadas dez propostas pela LBP, das 30 existentes, mas o ministro defendeu que algumas "não têm a maturação e tempo necessário para serem documentos fechados".

"Temos que entender esta posição. Algumas propostas já ficaram concretizadas, mas as negociações não estão encerradas", disse, apesar de salientar que a reunião "abriu boas perspetivas de entendimento".

Jaime Marta Soares explicou que vai apresentar no Conselho das Federações, que decorre quarta-feira, em Coimbra, o ponto de situação.

"Vamos concretizar o que está feito e o que ainda falta no Conselho de Federações, em que vou apresentar todas as negociações e apurar da sensibilidade dos meus colegas para podermos encontrar soluções rápidas para este impasse. Acredito que conseguimos consensualizar, mas não ficou nada fechado e no final do Conselho vamos dar uma resposta concreta", defendeu, recusando avançar quais as propostas já fechadas.

O presidente da LBP salientou que encontrou "abertura suficiente para não se extremarem posições", referindo que sentem da parte do governo "boa vontade de concretizar e de não criar qualquer quebra de relacionamento com os bombeiros".

Em dezembro passado, a LBP deu um prazo de 45 dias para obter respostas do Governo às propostas de reformas que defende para o setor, nomeadamente uma direção nacional dos bombeiros autónoma e independente, com orçamento próprio, um comando autónomo dos bombeiros, a criação de zonas operacionais e respetivos comandos operacionais, a instalação de mais 250 equipas especiais de primeira intervenção, a alteração do regulamento das equipas e massa salarial ou a criação de comissões distritais de reequipamentos.

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