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Conclusão da acusação contra Sócrates foi adiada. Seis motivos apontados

Os procuradores da 'Operação Marquês' justificam o adiamento da conclusão do inquérito com a necessidade de aprofundar a investigação ligada à PT, realizar novas diligências e com atrasos de Angola e Suíça na resposta a cartas rogatórias.

Conclusão da acusação contra Sócrates foi adiada. Seis motivos apontados
Notícias ao Minuto

14:16 - 17/03/17 por Lusa

País Operação Marquês

A procuradora-geral da República decidiu hoje prolongar o prazo de investigação da 'Operação Marquês' "até final de junho", e os fundamentos da equipa de procuradores sobre o pedido de alargamento do prazo constam de uma nota à comunicação social.

Os investigadores justificam o adiamento com o atraso no cumprimento dos pedidos de cooperação internacional dirigidos a Angola, para constituição e interrogatório de um arguido, e à Suíça, para utilização de meios de prova já disponibilizados para outro inquérito e para obtenção de dados bancários.

A identificação de novos factos relevantes no decurso das diligências de recolha de prova que, por sua vez, implicaram a realização de novas diligências e a necessidade de reapreciação da documentação já recolhida é outro dos argumentos apresentados.

Os procuradores fundamentam ainda o pedido com a insuficiência dos relatórios de análise de prova, apresentados pelo órgão de polícia criminal, em relação a alguns segmentos, adiantando que o Ministério Público precisa de realizar pesquisas na totalidade do acervo de prova.

Há ainda a necessidade de aprofundar alguns segmentos da investigação, "designadamente o relacionado com a PT, que conheceu desenvolvimentos recentemente e que carece de maior análise, em particular para responder algumas justificações apresentadas pelos arguidos".

A nota adianta que o MP "já analisou suficientemente muita da prova recolhida, podendo efetuar um juízo sobre a mesma, uma vez que se encontra solidificada".

Porém, "ainda não completou toda a análise da prova recolhida, em alguns casos, por razões que lhe são alheias (...), noutros, por motivos inerentes à quantidade e complexidade da informação que foi sendo carreada para os autos".

Os magistrados do DCIAP explicaram à PGR que "depararam-se com relações e factos com contornos de natureza criminal que, no início, não eram expectáveis", assegurando que "não foram abandonadas as imputações iniciais, (...) mas o inquérito foi progredindo, adquirindo complexidade e exigindo uma investigação mais aprofundada de fluxos financeiros, designadamente a nível internacional".

"A análise financeira revela-se de enorme complexidade, não só porque envolve um período temporal de vários anos, com a repartição de fundos em, pelo menos, seis instituições bancárias distintas e por dezenas de diferentes contas, mas também porque se mostram desenvolvidas operações complexas, com saídas e retornos de fundos às mesmas contas, montagens de aplicações com elevada complexidade e levantamentos em numerário por caixa", lê-se na nota.

A 'Operação Marquês', que investiga crimes de corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal, recebimento indevido de vantagem, falsificação e tráfico de influência, foi tornada pública pelo Ministério Público em novembro de 2014 e conta agora com 28 arguidos, dos quais nove empresas.

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