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UNESCO decide no final do mês sobre classificação da falcoaria

A candidatura da arte da falcoaria em Portugal a Património Cultural Imaterial da Humanidade, apresentada em 2015 pela Câmara de Salvaterra de Magos, vai ser analisada no final do mês pela UNESCO, numa reunião que vai decorrer na Etiópia.

UNESCO decide no final do mês sobre classificação da falcoaria
Notícias ao Minuto

15:46 - 07/11/16 por Lusa

País Candidatura

Em comunicado, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT-AR), parceira da candidatura juntamente com a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria, informa que será tomada uma decisão durante a 11.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que se vai realizar em Adis Abeba entre 28 de novembro e 02 de dezembro.

A ERT-AR lembra que a falcoaria foi incluída na Lista Representativa do Comité em novembro de 2010, tendo Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) assumido a liderança e a coordenação de um projeto que foi apresentado, pela primeira vez na história da UNESCO, por 11 países - Bélgica, República Checa, França, Coreia, Mongólia, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita, Espanha, Síria e Emirados Árabes Unidos -- que incluíram a falcoaria nos respetivos inventários nacionais do Património Cultural e Imaterial.

Em 2012, a UNESCO estendeu o reconhecimento de património cultural à falcoaria praticada na Áustria e na Hungria, acrescenta, afirmando esperar que seja agora a vez de Portugal se juntar a esta lista de países com a candidatura "Falcoaria. Património Humano Vivo".

Sublinhando que a falcoaria foi considerada "uma das mais antigas relações entre o homem e a ave", com mais de 4.000 anos, a ERT-AR lembra o papel desta arte na fixação da família real no concelho de Salvaterra de Magos "durante longos períodos".

O edifício da Falcoaria Real de Salvaterra de Magos, recuperado pelo município em 2009, "terá sido construído por ordem de D. José I (século XVIII) na periferia da vila e foi local de encontro de falcoeiros oriundos de vários pontos da Europa", refere.

Atualmente, além da visita ao edifício, "ímpar na Península Ibérica", é possível "interpretar, com a ajuda de um falcoeiro, diferentes espécies de aves de presa, falcões, águias e açores", cerca de duas dezenas de aves que, diariamente, fazem demonstrações de voo.

O município registou a marca "Salvaterra de Magos - Capital Nacional da Falcoaria" em 2014, acrescenta.

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