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Hugo Ernano teme dificuldades e pede ajuda. Nem que seja um trabalho

O militar da GNR indicou ao Notícias ao Minuto que não se avizinham tempos fáceis, depois da decisão do Ministério da Administração Interna em suspendê-lo durante oito meses, sendo que tem uma indemnização de 55 mil euros para pagar e dois filhos pequenos.

Hugo Ernano teme dificuldades e pede ajuda. Nem que seja um trabalho
Notícias ao Minuto

17:57 - 27/03/16 por Anabela de Sousa Dantas

País GNR

O militar da GNR Hugo Ernano, que numa perseguição policial matou um jovem de 13 anos que seguia num carro em fuga após um assalto, em 2008, foi suspenso por oito meses, tendo sido notificado da decisão disciplinar no início deste mês.

Esta condenação é do Ministério da Administração Interna e é acrescentada à condenação da Justiça: quatro anos de prisão em pena suspensa o pagamento de uma indemnização de 55 mil euros à família do jovem.

Durante os oito meses de suspensão, Hugo Ernano vai passar a viver com um terço do vencimento. O militar fala, em entrevista ao Notícias ao Minuto, num sentimento de “impotência” e diz colocar todas as hipóteses em cima da mesa, até emigrar.

De baixa até abril por causa de uma operação à mão, um problema que surgiu durante o serviço no Algarve, Hugo Ernano começa o período de suspensão depois desse mês.

“Vou tentar arranjar um emprego que possa [ter]... visto que mesmo estando suspenso existem restrições”, indicou o militar. “Tentarei ao máximo arranjar alguma coisa”, acresce, sublinhando que a situação financeira da sua família vai ficar complicada.

Mensalmente, a família de Ernano conta com o seu salário e o salário da esposa, que se trata do ordenado mínimo. O terço do salário que recebe, “que na realidade ainda sofre descontos e, [com] o empréstimo que tive de contrair para as despesas do processo, se resume a não receber nada ou quase nada”, não chegará para tudo.

Face a estas situações, o pai de dois filhos pequenos refere que já pensa em emigrar. “Caso não consiga cá nada e haja a oportunidade não a posso perder”, vincou.

Mesmo garantindo que “comida não deve faltar”, com a ajuda de familiares, Ernado lembra que “o pior são as despesas”, incluindo a prestação da casa: “Depois de tudo o que já gastei foi sempre impossível guardar ou juntar dinheiro”.

“Impotência” é palavra utilizada pelo militar quando questionado sobre o seu sentimento face a este desenvolvimento. “Impotência” por “não conseguir garantir o dia a dia dos meus”.

Nesta senda, o militar pede ajuda, dizendo que há uma conta de NIB na página de Facebook a si dedicada - 'Vamos Apoiar o Hugo Ernano'. Mas, sem medo de colocar mãos à obra, pede mais: “Se alguém tiver conhecimento de algum trabalho que eu possa fazer…”.

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