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Doença tirou-lhe mobilidade. Pensão nem dá para sobreviver

A doença rara de Hélio não lhe permite ter uma vida minimamente normal.

Doença tirou-lhe mobilidade. Pensão nem dá para sobreviver

Hélio Batista é portador de uma doença rara, Buerger, em que existe uma obstrução das artérias e das veias por uma inflamação causada pelo hábito do tabaco. O homem perdeu, há 30 anos, um dos braços enquanto manuseava um foguete mas nunca imaginou que uma doença desta gravidade viesse a mudar a sua vida.

Totalmente dependente de terceiros, Hélio tem uma cadeira de rodas que não se adequa à casa e que já não tem motores devido à falta de bateria. Não tem uma casa de banho adequada às suas necessidades, e conta com a ajuda da mulher para comer, fazer a higiene, vestir e até para fazer as necessidades.

“O que vale é a minha mulher, mas tempos houve que não pude contar com ela porque entrou em depressão profunda e além de não andar também não conhecia ninguém”, relembra com tristeza o homem que mesmo nestas condições vive com um sorriso na cara.

Hélio Batista recebe 448 euros mensais, um valor que, segundo o Jornal de Notícias, resulta da junção da pensão de invalidez e do complemento de dependência de terceiros. Uma bateria para a cadeira de rodas custa um valor aproximado do que recebe mensalmente, o que significa que teria de deixar de comer para ter como se movimentar.

O homem espera há vários anos que a Câmara Municipal de Pinhel lhe construa uma casa de banho adaptada mas a autarquia garante que as obras estão dependentes da legalização de um terreno onde deverá ser construída.

Depois de contactada pelo JN, a Segurança Social confirmou que tentará aprofundar as necessidades do utente.

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