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Lar de crianças e jovens fechou devido a "graves acontecimentos"

A Misericórdia de Reguengos de Monsaraz declarou hoje que o lar de infância e juventude foi encerrado temporariamente para permitir "estudar e analisar" o seu funcionamento, na sequência de "novos e graves acontecimentos", sem especificar quais.

Lar de crianças e jovens fechou devido a "graves acontecimentos"

O Lar Nossa Senhora de Fátima da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, cuja antiga diretora técnica foi detida, em abril, por suspeita de abuso sexual e maus tratos, acolhia crianças e jovens em risco.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a instituição explica que, no dia 29 de maio, o Instituto de Segurança Social determinou "a suspensão temporária do acordo de cooperação" e a "transferência de todas as crianças e jovens" para outros lares, na sequência de "novos e graves acontecimentos".

Reconhecendo que é "mais uma mudança difícil no percurso de vida destas crianças e jovens", a SCM de Reguengos de Monsaraz afirma que o procedimento vai permitir "estudar e analisar" o futuro do lar, tendo em vista "os modelos de funcionamento e a reestruturação das equipas e do espaço físico".

A Misericórdia refere que solicitou à Segurança Social, com caráter de urgência, a "transferência de alguns jovens ou, na sua impossibilidade, a suspensão temporária do acordo de cooperação em vigor".

No comunicado, a instituição realça que, após a decisão judicial que determinou a suspensão de funções da anterior diretora técnica, promoveu "a contratação de uma nova diretora", com a colaboração da Segurança Social, para "assegurar o normal funcionamento" do lar.

"Porém, as medidas postas em curso não se mostraram suficientes" e tornou-se "difícil assegurar um funcionamento normal", devido aos "acontecimentos do mês de abril" e ao "estado de instabilidade emocional das crianças e jovens", pode ler-se no documento.

A psicóloga, que exercia as funções de diretora técnica do lar, foi detida a 14 de abril e presente a primeiro interrogatório judicial, ficando a aguardar o desenrolar do inquérito em liberdade.

O tribunal aplicou-lhe como medidas de coação, entre outras, a suspensão de funções e de proibição de contactos com os menores da instituição.

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