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Projeto-piloto coloca abrigos para morcegos na cidade de Vila Real

A Câmara e a Universidade de Vila Real vão implementar em fevereiro o projeto-piloto "Murbe" que visa a colocação de 70 caixas abrigo em árvores da cidade para acolher morcegos urbanos.

Projeto-piloto coloca abrigos para morcegos na cidade de Vila Real

O projeto envolve o município de Vila Real e o Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e insere-se no programa "Proteger é Conhecer" que a autarquia tem em curso.

Os promotores afirmaram hoje que o "Murbe -- Morcegos Urbanos" é um projeto-piloto "inovador de educação ambiental e de conservação de morcegos em ambiente urbano".

Durante o mês de fevereiro serão espalhadas pela cidade 70 caixas abrigo para aumentar os locais de acolhimento dos morcegos e, desta forma, compensar a destruição dos abrigos naturais destes animais.

Esta destruição deve-se, em parte, à expansão urbanística e pressão populacional.

João Cabral, coordenador do LEA, afirmou à agência Lusa que o objetivo é "maximizar o número de abrigos utilizados pelas espécies que vivem nas zonas edificadas", estendendo o projeto às zonas verdes da malha urbana.

O desaparecimento dos locais de abrigo representa uma forte ameaça para os indivíduos, que, no caso de não encontrarem abrigo alternativo, poderão ver a sua reprodução ou mesmo a sua sobrevivência em risco.

Estes morcegos revelam uma grande dependência dos seus abrigos, já que é aqui que passam todo o período diurno, sendo também nestes locais que as espécies hibernam e criam.

João Cabral salientou que a esta medida de conservação se junta ainda o objetivo de desmistificar a imagem negativa e mitos associados a este mamífero, como os maus presságios, que eles se prendem nos cabelos ou que chupam sangue. "Ideias que são infundadas", sublinhou.

O responsável destacou mesmo o seu papel positivo já que ajudam a controlar as populações de insetos.

Em Portugal continental estão descritas 25 espécies de morcegos, das quais 20 estão presentes no concelho de Vila Real.

Os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar. Durante o dia, escondem-se em cavidades que encontram em árvores velhas, edifícios ou em cavernas, de onde saem ao crepúsculo ou à noite para caçar, alimentando-se de todas as espécies de pequenos vertebrados, frutos ou sementes.

Para a implementação do projeto, a organização conta com o apoio de voluntários e alunos do concelho (desde escolas primárias ao ensino superior), os quais poderão ajudar na colocação das caixas e, depois, na monitorização.

"Os morcegos são relativamente desconfiados e a fidelização aos abrigos perspetiva-se nos próximos dois a três anos, não é uma coisa imediata", explicou.

João Cabral disse que os alunos poderão ajudar a acompanhar todo este processo, nas suas diferentes fases, desde a colocação até à ocupação efetiva.

As caixas vão ser colocadas em árvores de locais como o jardim da Carreira, o jardim de Nossa Senhora da Conceição, Parque Corgo, campus da UTAD, Parque Florestal e em espaços verdes de algumas escolas do concelho.

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