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Idoso detido pela PJ após atear dois incêndios em Alfândega da Fé

Os incêndios, segundo a PJ, "colocaram em perigo uma vasta mancha agroflorestal de valor consideravelmente elevado". O homem, de 78 anos, foi detido e aguarda para ser presente a interrogatório judicial.

Idoso detido pela PJ após atear dois incêndios em Alfândega da Fé

© CARLOS COSTA/AFP via Getty Images

Notícias ao Minuto com Lusa
30/08/2025 14:49 ‧ há 9 horas por Notícias ao Minuto com Lusa

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, com a colaboração do Comando Territorial de Bragança da Guarda Nacional Republicana (GNR), deteve um homem, de 78 anos, suspeito de ter ateado dois incêndios em áreas agroflorestais, no concelho Alfândega da Fé.

 

Num comunicado divulgado este sábado, a PJ revelou que os incêndios, ocorridos ao final da tarde do passado dia 29 de agosto, "consumiram uma área de mancha agroflorestal, constituída, maioritariamente, por pasto, sobreiros, amendoeiras e oliveiras". 

"Os incêndios colocaram em perigo uma vasta mancha agroflorestal de valor consideravelmente elevado, que apenas não foi consumida devido à rápida deteção e subsequente intervenção dos meios de combate, nomeadamente de populares e dos Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé", lê-se na mesma nota.

O detido é um advogado reformado. A denúncia foi feita à GNR por um popular, Altino Penarroias, que depois prestou depoimento à PJ.

Altino Penarroias contou, à Lusa, que viu o homem a sair de carro de uma propriedade e que logo de seguida surgiram chamas.

Fonte da GNR confirmou à Lusa que identificou o suspeito, depois de ter desenvolvido várias diligências policiais.

Os focos de incêndio provocados pelo suspeito levaram à atuação do helicóptero sediado em Alfândega da Fé.

O detido vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação das adequadas medidas de coação.

De recordar que Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Os fogos provocaram quatro mortos, entre eles um bombeiro, e vários feridos e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Segundo dados oficiais provisórios, até 29 de agosto arderam cerca de 252 mil hectares no país.

[Notícia atualizada às 15h51]

Leia Também: Associação Zero alerta para necessidade de estabilizar terrenos afetados

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