O homem detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), na terça-feira, após ter sido filmado a agredir a mulher em frente ao filho menor, em Machico, na Madeira, ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva.
O homem foi indiciado por dois crimes de violência doméstica agravado, segundo avançou o Diário de Notícias da Madeira. Além da prisão preventiva, ficou também proibido de contactar com os ofendidos.
O homem, recorde-se, foi detido ao final da tarde de terça-feira, na Madeira, após um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público.
Em comunicado, divulgado na noite de terça-feira, a PSP indicou que deteve "um homem com 35 anos, natural e residente em Machico, pelo crime de violência doméstica".
"A detenção ocorreu após a emissão e entrega de mandados de detenção fora de flagrante delito por parte do DIAP - MP à PSP pelas 18h00, tendo o suspeito sido intercetado pelas 19h28", lia-se na nota, que indicava que o suspeito seria presente a tribunal "no prazo máximo de 48h".
Segundo a PSP, o homem foi identificado na madrugada de segunda-feira, após a polícia ter sido contactada pela vítima, de 34 anos, através do 112, e remeteu o caso para o Ministério Público.
As imagens das agressões, que aconteceram na presença do filho do casal, de 9 anos, foram captadas por câmaras de videovigilância na casa da vítima e amplamente difundidas nas redes sociais.
Nas imagens vê-se o homem a aproximar-se da porta de uma casa e a tocar à campainha. De seguida, começam os gritos e agressões. A criança tentou proteger a mãe e implorou ao pai que parasse.
Na segunda-feira, a secretária regional da Inclusão, Juventude e Trabalho, Paula Margarido, manifestou-se, em comunicado, "profundamente chocada" com as agressões e assegurou que estava a acompanhar o caso e a adotar "todas as diligências necessárias para garantir a proteção e o acompanhamento da vítima e do respetivo agregado familiar".
Também o Comando dos Bombeiros Municipais de Machico, onde o homem já trabalhou, apresentou "a sua profunda consternação para com a notícia que circula nos meios de comunicação, envolvendo um elemento da corporação, e que entende ser um ato completamente reprovável".
Os bombeiros dizem ser "totalmente contra qualquer tipo de violência" e esperam "que o caso seja tratado pelas devidas entidades responsáveis, apelando a que a justiça seja feita". "Os serviços jurídicos também já estão a tomar os devidos procedimentos", acrescentam na mesma publicação.
O jornal local revelou que, esta quinta-feira, a vítima continuava internada no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Dr. Nélio Mendonça.
[Notícia atualizada às 19h18]
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