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Visita de Zelensky mostrou "continuidade entre governos"

O Presidente da República considerou hoje que a visita de Volodymyr Zelensky a Portugal mostrou uma continuidade entre o anterior executivo do PS e o atual Governo PSD/CDS-PP na política de apoio à Ucrânia.

Visita de Zelensky mostrou "continuidade entre governos"
Notícias ao Minuto

22:04 - 29/05/24 por Lusa

País Ucrânia/Rússia

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas depois de participar na sessão de inauguração da 94.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, enquanto visitava uma parte do recinto.

Interrogado sobre a visita que o Presidente da Ucrânia realizou a Portugal na terça-feira à tarde, o chefe de Estado respondeu: "Eu acho que foi uma visita importante, porque permitiu estreitar laços que já existiam, pela ida do primeiro-ministro António Costa, pela ida do presidente da Assembleia da República Santos Silva, pela minha ida depois [à Ucrânia], agora com um novo Governo".

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que o acordo bilateral de cooperação de segurança assinado com o Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro durante esta visita foi "preparado desde o tempo do Governo anterior, começado a preparar no Governo anterior".

"Portanto, o que significa uma continuidade entre governos na política em relação à Ucrânia", afirmou.

O Presidente da República referiu que "verdadeiramente foi com o Governo do [anterior] primeiro-ministro António Costa que começou o apoio militante de Portugal à Ucrânia, nomeadamente, além do apoio humanitário, o apoio militar e o apoio financeiro".

"Foi ainda o primeiro-ministro António Costa, no período já de gestão, que realmente decidiu reforçar um apoio em 100 milhões [de euros] à Ucrânia no início deste ano. E há uma continuidade neste Governo que vem a celebrar o acordo que tinha começado a ser preparado anteriormente", acrescentou.

Questionado sobre o encontro seguido de jantar que teve com Volodymyr Zelensky no Palácio de Belém, em que também esteve o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o chefe de Estado reiterou a mensagem de continuidade na política externa portuguesa.

"O que eu posso dizer é que precisamente aquilo que ficou claro é que Portugal tem uma posição na política externa que não depende do Presidente da República nem depende do primeiro-ministro nem dependo do Governo que está em funções. É muito consistente e é muito constante", declarou.

Durante esta visita, o chefe de Estado foi também desafiado a comentar o Plano de Emergência e Transformação na Saúde hoje apresentado pelo Governo, mas respondeu que ainda não teve oportunidade de o ler.

"Foi-me mandado pelo senhor primeiro-ministro [Luís Montenegro], simplesmente eu é que não tive ocasião de o ler porque nesse período estava a visitar fábricas", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve hoje no distrito de Aveiro.

Questionado se considera que era necessário um plano novo, escusou-se a responder:  "Só me vou pronunciar depois de ter lido".

Marcelo Rebelo de Sousa realizou uma visita de dois dias à Ucrânia em agosto do ano passado, a convite do Presidente Volodymyr Zelensky, por ocasião do 32.º aniversário da independência deste país.

Nessa visita, passou por Kyiv, Bucha, Moshchun, Irpin e Horenka, em sinal de apoio aos ucranianos na guerra em defesa contra a invasão pela Federação Russa iniciada em fevereiro de 2022.

[Notícia atualizada às 23h50]

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