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Estudantes da NOVA Medical School ocupam faculdade. As imagens

O movimento apelou a que todo o público em geral se junte a uma manifestação que arrancará no Príncipe Real, em Lisboa, a 8 de junho.

Notícias ao Minuto

21:23 - 27/05/24 por Notícias ao Minuto

País Palestina

Estudantes da Nova Medical School, em Lisboa, juntaram-se ao movimento ‘Fim ao Genocídio, Fim ao Fóssil’ esta noite de segunda-feira, tendo ocupado a faculdade.

O coletivo já ocupou três outras universidades, entre elas a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA/FCSH), reivindicando “a divulgação e transparência sobre todos os acordos entre esta instituição e instituições do estado de Israel, assim como a interrupção de todas as parcerias em curso”, além de “reivindicações direcionadas ao Governo”

“Durante todo o dia, polícias impediram a entrada aos manifestantes nas entradas da faculdade. Alguns dos estudantes conseguiram entrar e barricaram-se numa sala, enquanto vários apoiam no exterior”, salientou o movimento, em comunicado enviado às redações.

A porta-voz da ação e estudante de Medicina Joana Fraga realçou que os alunos aprendem que é seu “dever agir perante o sofrimento humano”, pelo que “não há sítio onde isso faça mais sentido do que numa escola médica”.

“É esta instituição que nos incute esses valores. É isso que nos exigem neste espaço, é isso que estamos a exigir neste espaço: o fim de todo o massacre e de todas as mortes a que temos assistido às mãos de um sistema de exploração", disse.

Já Teresa Núncio, estudante da mesma faculdade, lamentou estarmos “a assistir a um genocídio em direto”, com “hospitais dizimados, centenas de profissionais de saúde assassinados, escassez de medicamentos e de equipamento médico, falta de acesso a comida e a água potável”.

“Como futuros profissionais de saúde. é nosso dever tomar uma posição e resistir contra as instituições que estão a permitir este genocídio", elencou.

Os alunos recordaram ainda os alertas dos especialistas “para o aumento da frequência e gravidade de desastres climáticos e para o seu impacto na saúde pública”, tendo sublinhado que “nenhum Sistema Nacional de Saúde está preparado para dar resposta a nenhuma dessas crises”.

"Estamos a falar de uma crise humanitária. Cada vez mais nos confrontaremos com níveis inimagináveis de vulnerabilidade. É assustador pensar que não vamos estar preparadas para isso, que nenhum Serviço Nacional de Saúde está preparado para dar resposta àquilo que será o colapso civilizacional decorrente da crise climática e nenhum curso de medicina é capaz de me preparar para a doença que teremos em mãos. É assustador pensar que estudar não será suficiente para saber responder a todo o sofrimento que esta crise vai significar. É por isso que temos de agir agora, coletivamente, numa reposta à mesma escala desta crise", defendeu Teresa.

O movimento apelou também a que todo o público em geral se junte a uma manifestação que arrancará no Príncipe Real, em Lisboa, a 8 de junho, que procurará “reivindicar o fim do genocídio na Palestina e o Fim ao Fóssil em Portugal até 2030”, a propósito das eleições Europeias que se realizam no dia seguinte.

Veja as imagens na galeria acima.

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