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Oficiais da GNR alertam para "perda de rendimento" com nova proposta

A Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG) esclareceu hoje que a nova proposta do Governo de suplemento de missão tem "uma garantia mínima" de aumento 150 euros, mas que se vai perder nas promoções futuras.

Oficiais da GNR alertam para "perda de rendimento" com nova proposta
Notícias ao Minuto

22:48 - 15/05/24 por Lusa

País GNR

"Apresentou-se uma cláusula de garantia mínima no valor de 150 euros para os postos onde a percentagem não garantia um aumento. Importa esclarecer que esta garantia mínima só se aplica a quem está atualmente no posto, perdendo-se nas promoções futuras", refere uma nota da associação que representa os oficiais da Guarda Nacional Republicana, enviada à agência Lusa.

A ANOG, que não faz parte da plataforma que congrega 11 sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR, realça que demonstrou à ministra da Administração Interna "total descontentamento e discordância da proposta apresentada", uma vez que é "inaceitável e traduz uma "perda de rendimento para os oficiais".

Como exemplo, a ANOG dá conta que um major que seja promovido a tenente-coronel já não vai auferir dos 150 euros, "perdendo assim dinheiro".

A Margarida Blasco esteve hoje reunida com as associações da GNR e sindicatos da PSP e apresentou uma nova proposta de suplemento de missão entre os 521 e os 730 euros e o fim do atual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança.

Segundo a nova proposta, a que Lusa teve acesso, o novo suplemento de missão tem como referência o vencimento base do diretor nacional da PSP e comandante-geral da GNR e substitui o atual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança, que inclui uma componente fixa de 100 euros e uma variável de 20% do salário base.

Com esta nova proposta, os oficiais passariam a ter um suplemento de missão de 14% da remuneração base do comandante da GNR e diretor nacional da PSP, que é de 5.216,23 euros, enquanto a percentagem para os sargentos da GNR e chefes da PSP é de 12% e para os guardas e agentes é de 10%.

Os sindicatos da PSP e associações da GNR não aceitam esta proposta e tem uma nova reunião marcada para dia 22 de maio.

Leia Também: Plataforma da PSP e GNR diz que nova proposta pode ser inconstitucional

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