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MP averigua morte de idosa em ambulância após alta do S. Francisco Xavier

O hospital abriu um inquérito interno ao caso.

MP averigua morte de idosa em ambulância após alta do S. Francisco Xavier
Notícias ao Minuto

23:59 - 28/02/24 por Notícias ao Minuto

País Investigação

O Ministério Público (MP) está a investigar a morte de uma mulher na ambulância que a transportava a casa, depois de receber alta do Hospital São Francisco Xavier, em dezembro, avança a SIC Notícias.

De acordo com a estação televisiva, que cita a neta da vítima, a mulher, com 87 anos, tinha Alzheimer, estava acamada há dois anos, e teve de ser assistida naquela unidade hospitalar depois de sentir mal durante a noite.

"Era uma pessoa acamada há dois anos, aos nossos cuidados. Estava debilitada e começou com febre durante a noite e a vomitar. Contactei a Saúde24 que reencaminhou para o CODU, e enviou uma ambulância. Os bombeiros disseram logo que tinha de ir para o hospital, pois havia qualquer coisa que não estava bem", lembrou Rafaela Pereira.

A idosa recebeu pulseira laranja, fez análises e tomou medicação, tendo ainda ficado sob vigilância durante a noite. Contudo, no dia seguinte, a neta foi informada de que a avó tinha tido alta. 

"Às três da tarde, vou ao hospital e médica informou-me que a minha avó tinha alta. Disse que era uma doente que nem devia estar ali, pois não tinha critérios e estava a tirar um lugar a doentes que precisavam mais. Questionei se a minha avó se tinha alimentado, a médica diz que sim, mas o enfermeiro diz que não", disse.

Segundo Rafaela, a família foi informada de que a mulher ia ser transportada de ambulância até a casa, a uma distância de cerca de cinco quilómetros do hospital. Apesar de ter saído às 18h00 do hospital, só chegou perto das 20h00. 

"Tocaram-nos à campainha, um bombeiro, que pediu para descermos para vermos se o estado normal da minha avó era assim. Descemos e deparamo-nos com um cenário macabro. Vimos a minha avó deitada sobre um doente lúcido, gelada, roxa, sem qualquer tipo de reação. A minha avó estava já em pedra", contou ainda Rafaela. 

O óbito acabou por ser declarado, 20 minutos depois, naquela ambulância, à porta de casa. O INEM foi chamado ao local, bem como a Polícia de Segurança Pública (PSP).

A jovem diz que foram apresentadas versões "contraditórias". "O bombeiro mais velho acusava o mais novo, o mais novo dizia que a minha avo já não tinha saído bem do hospital, que já estava um bocadinho prostrada, mas que avisou e que lhe disseram "é doente com alta, é para ir para casa'. Agora, morrer num hospital ou numa ambulância sem ninguém... Não sei como é que a minha avó morreu", completou.

Segundo a SIC, o Hospital S. Francisco Xavier disse à família que ia abrir um inquérito interno e foi pedido acompanhamento psicológico, embora a família lamente que tenham passado três meses sem novidades sobre o caso. 

A unidade hospitalar confirmou ao Notícias ao Minuto que o atual Conselho de Administração, que entrou em funções apenas no início deste mês, determinou a abertura de um processo de inquérito. No entanto, da análise prévia do processo, "não se encontra qualquer situação inadequada do ponto de vista da atuação clínica". Deste modo, enquanto a idosa "permaneceu no Hospital de São Francisco Xavier não há registo de qualquer situação anómala".

"Ao tomar conhecimento desta ocorrência, e das averiguações em curso, o atual Conselho de Administração irá determinar a abertura de um processo de inquérito, tendo como objetivo avaliar a informação existente e as decisões tomadas no âmbito da assistência hospitalar", lê-se numa resposta enviada ao Notícias ao Minuto.

O Notícias ao Minuto entrou em contacto com o Ministério Público para esclarecer o caso, mas não foi possível até ao momento.

[Notícia atualizada às 15h16]

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