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"MP permanecerá incólume a críticas desferidas por quem visa menorizar"

Procuradora-geral da República promete "empenho em assegurar a criação de uma sociedade livre, justa e solidária”.

"MP permanecerá incólume a críticas desferidas por quem visa menorizar"
Notícias ao Minuto

12:20 - 11/12/23 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Operação Influencer

A procuradora-geral da República  (PGR) comentou as mais recentes críticas ao Ministério Público (MP), na sequência da Operação Influencer, afirmando "estar ciente" da sua responsabilidade.

Lucília Gago falava na sequência da Conferência sobre a Integridade e a Transparência no Desporto, quando decidiu terminar a sua intervenção com uma mensagem a todos os que têm criticado a instituição.

"Termino esta intervenção, sublinhando estar bem ciente da responsabilidade do Ministério Público enquanto magistratura, será sempre exercida com objetividade e assumida num quadro de permanente empenho em assegurar a criação de uma sociedade livre, justa e solidária”, disse, citada pela SIC Notícias.

Perante as muitas críticas que têm sido feitas ao processo que provocou indiretamente uma crise política, com a demissão do primeiro-ministro, António Costa, Lucília Gago garantiu que o Ministério Público “permanecerá inquebrantável e incólume a críticas desferidas por quem visa menorizar, descredibilizar ou mesmo, ainda que em surdina ou subliminarmente, destruir”.

Num discurso proferido na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, a procuradora-geral da República vincou ainda estar "bem ciente da responsabilidade" do MP, na sequência das críticas surgidas após a Operação Influencer, que levou à demissão do primeiro-ministro António Costa e à marcação de eleições legislativas antecipadas.

"É de lamentar e refutar abordagens bipolares que tanto parecem enaltecê-lo como, quando fustigado por vendavais que incidem e impacientam certos alvos de investigações, o passam a considerar altamente questionável e inoperante, clamando por redobradas explicações, nunca suscetíveis, desse ponto de vista, de atingir o limiar da suficiência", acrescentou.

As declarações de Lucília Gago ocorrem no dia em que António Costa se voltou a insurgir em relação ao parágrafo do comunicado da Procuradoria-Geral da República que o visou na investigação relacionada com a Operação Influencer.

"O que se pode é perguntar a quem fez o comunicado, a quem tomou a decisão posterior de dissolver a Assembleia da República, se fariam o mesmo perante aquilo que sabem hoje", disse o primeiro-ministro demissionário à CNN Portugal, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, antes de participar no debate parlamentar que antecede a próxima cimeira europeia.

Recorde-se que Lucília Gago viu-se envolvida em polémica devido ao último parágrafo do comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), onde revelou existir um inquérito autónomo no MP junto do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) envolvendo o primeiro-ministro.

Muitos acusam a procurador-geral de ser  a responsável por ter derrubado o Governo.

A operação Influencer, recorde-se, está relacionada com a exploração de lítio em Montalegre e de Boticas (ambos distrito de Vila Real), com a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, Setúbal, e com o projeto de construção de um centro de dados (Data Center) na zona industrial e Logística de Sines pela sociedade Start Campus.

O primeiro-ministro, António Costa, que surgiu associado a este caso, foi alvo da abertura de um inquérito no MP junto do Supremo Tribunal de Justiça, situação que o levou a pedir a demissão, tendo o Presidente da República marcado eleições antecipadas para 10 de março de 2024.

[Notícia atualizada às 13h03]

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