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Autarca de Estremoz alerta para problemas após chumbo do orçamento

O presidente da Câmara de Estremoz (Évora), José Daniel Sádio (PS), alertou hoje para os problemas que vão ser criados ao município com o chumbo da proposta de orçamento municipal para 2023 pela oposição.

Autarca de Estremoz alerta para problemas após chumbo do orçamento
Notícias ao Minuto

16:06 - 01/12/22 por Lusa

País Estremoz

"O chumbo de um orçamento não é uma brincadeira. Os que andam na política, com mais ou menos experiência, têm de ter responsabilidade e a consciência do problema que colocam em cima, não só do executivo, mas de Estremoz", afirmou o autarca.

A proposta de orçamento do município para 2023, no valor de 20,9 milhões de euros, foi rejeitada, na quarta-feira, em reunião de câmara, com votos contra do Movimento Independente por Estremoz (MiETZ) e da coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Os três votos a favor dos eleitos do PS foram insuficientes para fazer aprovar a proposta de orçamento para 2023 face aos quatro votos contra dos três eleitos do MiETZ e um da vereadora da coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Segundo o presidente da autarquia alentejana, o chumbo do orçamento tem "impacto na governabilidade da câmara" e as dificuldades ao nível de "funcionamento e dos serviços colocam-se já em janeiro" de 2023.

"Não se consegue governar uma câmara com duodécimos", salientou, referindo que, com esse regime, a gestão PS do município não será capaz de implementar os novos projetos que estão previstos na proposta de orçamento agora rejeitada.

Mostrando-se surpreendido com o chumbo do orçamento municipal, José Daniel Sádio teceu críticas às forças políticas da oposição MiETZ e coligação PSD/CDS-PP/PPM por terem gerado "uma coligação negativa".

Para o autarca, "do lado do PSD/CDS-PP/PPM, a única lógica" para o voto contra foi a de "promoção política da vereadora" Sónia Ramos, que também é deputada na Assembleia da República, para, "à boleia da contestação nacional, ser protagonista em Estremoz".

Já em relação ao MiETZ, o autarca socialista acusou este movimento de ter deixado "o concelho com graves problemas" durante o tempo que governou o município e de querer "parar já" o trabalho da gestão PS, que "está a correr muito bem".

Questionado sobre a possibilidade de iniciar negociações com a oposição sobre o orçamento, o presidente do município limitou-se a adiantar que vai "refletir e ponderar" e a admitir "todos os cenários".

Contactado pela Lusa, o vereador do MiETZ José Carlos Salema justificou o voto contra por a proposta apresentada pela gestão PS "não ter uma visão estratégica, clara e definida para o desenvolvimento do concelho".

"Não resolve os problemas estruturais do nosso concelho, nem estimula a fixação de empresas e de pessoas e a criação de postos de trabalho", alegou José Carlos Salema, que foi o cabeça-de-lista daquele movimento nas autárquicas de 2021.

Também em declarações à Lusa, a vereadora eleita pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Sónia Ramos, sustentou que o orçamento proposto "limitava-se a gerir alguns projetos existentes" e "não tinha uma visão" estratégica para o concelho.

Admitindo que algumas propostas suas foram incluídas na proposta de orçamento, Sónia Ramos explicou, porém, que as respetivas rubricas não tinham verba ou a verba era insuficiente para a medida ser executada em 2023.

Leia Também: PCP na CML critica orçamento que "não resolve problemas da cidade"

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