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Suspeitos de fraude e branqueamento começam a ser ouvidos no TIC do Porto

As 14 pessoas detidas na terça-feira pela alegada prática dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento vão começar a ser ouvidas esta tarde no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, avançou hoje fonte da Polícia Judiciária.

Suspeitos de fraude e branqueamento começam a ser ouvidos no TIC do Porto
Notícias ao Minuto

13:15 - 30/11/22 por Lusa

País Justiça

Devido ao elevado número de detidos, as medidas de coação não deverão ser conhecidas hoje, porque os interrogatórios devem continuar na quinta-feira, referiu a mesma fonte à Lusa.

"A atividade criminosa passava pela constituição sucessiva de uma complexa cadeia de empresas, na sua maioria de venda de equipamentos informáticos em plataformas `online', que operavam executando os atos necessários para se locupletar (enriquecer) com as quantias de IVA recebidas da venda desses produtos a clientes finais, num esquema típico da `Missing Trader Intra-Community (MTIC) Fraud, que lesa os cofres da União Europeia", explicou a PJ, em comunicado enviado na terça-feira às redações.

Em causa estarão transações fraudulentas superiores a 2,2 mil milhões de euros, adiantou.

No decurso desta operação policial, que se enquadra no âmbito de uma operação de "grande amplitude" com realização de diligências de recolha de prova na Alemanha, França, Itália, Espanha, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Republica Checa, Hungria, Grécia, Roménia, Eslováquia, Grécia, Áustria, Lituânia e Chipre, foram apreendidos carros, bens de luxo, material informático, documentação e dinheiro, mencionou.

"Procedeu-se ainda ao arresto judicial de cerca de 50 viaturas, 47 propriedades e cerca de 600 contas bancárias nacionais", sublinhou.

A operação policial envolveu cerca de 250 elementos da PJ de diversos departamentos, 35 elementos da Administração Tributária, além de um magistrado judicial, um procurador europeu e dois procuradores Europeus Delegados Portugueses.

A PJ ressalvou que a operação está centralizada na Diretoria do Norte, sendo titulada pela EPPO -- Procuradoria Europeia -- Delegação do Porto, em colaboração com a Administração Tributária.

A Procuradoria Europeia revelou-se decisiva para dar um "novo impulso" à investigação da atividade fraudulenta presente na 'Operação Admiral', que nasceu em Portugal, confirmou o procurador europeu José Guerra.

Em declarações à Lusa, o magistrado -- que representa o país na Procuradoria Europeia (EPPO na sigla em inglês) -- sublinhou que estão em causa "dezenas de milhões de euros de fraude em Portugal" e que foi em território português que o processo teve a sua origem.

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